Leite critica liminar que mantém o prefeito de Paulista no cargo

Em 28/02/2003 - 00:00
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A decisão do desembargador Frederico Neves de indeferir o pedido de liminar para o afastamento do prefeito Antônio Speck (PMDB) do cargo, sob alegação de desvio de recursos públicos, foi criticada pelo líder da Oposição, deputado Sérgio Leite (PT). “Tenho certeza de que, daqui a um tempo, depois de recolhidas mais informações e documentos, ficará insustentável para qualquer juiz ou desembargador inocentar alguém tão comprometido com a corrupção”, declarou Leite.

O parlamentar disse, ainda, que a população de Paulista vive numa situação de completo abandono e miséria. “O povo está decepcionado com o prefeito, que fez uma campanha política baseada em promessas de mudanças que nunca chegaram. Até agora, dois anos depois, nada de concreto foi feito. O que vemos são ruas cheias de lama e a orla abandonada”, acrescentou.

Leite defendeu o afastamento do prefeito para que os órgãos responsáveis possam apurar, de forma eficaz, as denúncias. “Como essa investigação poderá ser feita, estando o principal acusado à frente da prefeitura? Não sou eu que faço essas acusações, mas uma pessoa da confiança dele, que era o diretor financeiro. Não estamos falando de um ou dois reais, mas de R$ 2 milhões. Isso é muito grave e tem que ser apurado de forma séria”, defendeu.

Em aparte, o deputado Roberto Leandro (PT) reafirmou a necessidade de investigação das denúncias e a revolta da população. “Na semana passada participei de uma manifestação na cidade de Paulista e o que vimos foram pessoas sofrendo as conseqüências de uma administração desastrosa. Entra prefeito e sai prefeito, e as denúncias de corrupção são cada vez maiores”, afirmou.

Ao final do pronunciamento, Sérgio Leite destacou o potencial da cidade de Paulista, que, sendo bem aproveitado, poderia mudar a vida da população, e citou exemplos das denúncias feitas contra o prefeito. “Para se ter uma idéia da gravidade do caso, basta dizer que os quepes adquiridos como parte do fardamento da Guarda Municipal daquela cidade foram adquiridos por R$ 95 cada, enquanto o mesmo quepe custou R$ 6,5 para a Prefeitura do Recife. Espero que o Judiciário se pronuncie e afaste o prefeito para que esse escândalo seja encerrado.”