Sucessão volta a ser debatida na AL

Em 04/06/2003 - 00:00
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A sucessão municipal do próximo ano voltou a ser alvo de debates na Assembléia Legislativa. Ontem, o deputado Sílvio Costa (PMN) comentou as declarações do deputado federal Carlos Eduardo Cadoca (PMDB), divulgadas nos jornais locais, sobre a existência de um “jogo sujo” entre os aliados do Governo, que estaria alimentando as notícias na imprensa sobre a escolha do candidato da Aliança.

Para Costa, “a população precisa saber que jogo sujo é esse e como está sendo feita a escolha do candidato do Palácio”.

“Não estou me metendo numa questão do PMDB, e sim discutindo uma candidatura palaciana, que o povo precisa saber como está sendo costurada. Quem será que está fazendo o jogo sujo com o deputado federal Cadoca? Qual dos partidos ou grupos políticos poderiam estar fazendo o jogo sujo?”, questionou.

Em aparte, o deputado Antônio Moraes (PSDB) lembrou que “diferente do Grupo Independente (GI)”, que Costa integra, “na Aliança, ninguém impõe candidato”, referindo-se à candidatura Joaquim Francisco. Ele ainda destacou que o grupo aliado ao governador Jarbas tem “maturidade e integração suficiente para não se deixar influenciar pelas provocações feitas por ele”. Para o deputado Sebastião Oliveira Junior (PFL), Sílvio Costa deveria se preocupar em levantar outras discussões na Casa. “Temos o deputado estadual mais votado da história e o deputado federal mais votado em Pernambuco, ambos com fortes chances de ganhar a eleição. Não vamos nos preocupar com isso agora”, ressaltou.

O deputado Izaías Régis (PTB) esclareceu que o GI foi formado “não para fazer uma oposição sistemática no Estado”. “O grupo representa uma dissidência de políticos que buscaram formar uma nova ordem. Isso não tem nada a ver com intrigas políticas”, informou.

Os líderes do PFL e do PMDB, deputados Augusto Coutinho e Jacilda Urquisa, respectivamente, também apartearam Costa. Jacilda defendeu que a Assembléia deixasse para a Câmara Municipal a tarefa de discutir as questões referentes ao Recife. Já Coutinho lembrou da existência de um planejamento em prol da reconstrução de Pernambuco. “Não temos um candidato a prefeito do Recife, mas sim um projeto de reconstruir Pernambuco. Temos várias alternativas e vamos ganhar não pelo candidato, mas pelo projeto em prol do Estado”, defendeu Coutinho.