Ceça Ribeiro teme aumento da violência em Tracunhaém

Em 08/08/2003 - 00:00
-A A+

Os conflitos que estão ocorrendo por causa da ocupação de trabalhadores rurais no Engenho Prado, em Tracunhaém, na Zona da Mata Norte, voltaram a ser tema do pronunciamento da deputada Ceça Ribeiro (PT). A parlamentar solicitou o empenho dos deputados para conseguir que os Governos Estadual e Federal façam a intermediação com o Grupo João Santos, proprietário do engenho. A deputada teme o aumento da violência no local.

“Desde o dia 25 de março, a região da Zona da Mata Norte está sob tensão permanente, sem que se ache uma solução pacífica. No próximo dia 25 de agosto, completarão cinco meses que as famílias acampadas no Engenho Prado passam por violência e são vigiadas dia e noite pela Polícia Militar”, acrescentou. A parlamentar denunciou que a ação da PM no local, perseguindo crianças no caminho da escola e instalando traillers para fiscalizar as entradas dos acampamentos, está deixando os agricultores amedrontados. “Os acampados no engenho vivem, hoje, numa verdadeira prisão domiciliar”, acusou.

“Peço aos demais deputados para darmos uma oportunidade à vida e encontrarmos uma saída pacífica e justa, pois acredito que seja esse o nosso compromisso com o povo mais pobre e mais humilde de Pernambuco. O que custa vender 2,5 mil hectares de terra quando se tem 30 mil hectares naquela região?”, questionou.

Ela ainda criticou a proposta do deputado Bruno Rodrigues (PP), de apresentar um projeto criando uma Comissão Especial para tratar dos conflitos agrários.

Ceça afirmou que “já existem duas comissões na Casa que podem tratar do assunto”, referindo-se à de Agricultura e Política Rural e à de Defesa da Cidadania.