Baseando-se na manchete do Diario de Pernambuco da edição de ontem, anunciando que o Ministério da Educação classificou como uma “tragédia” o nível de aprendizado dos alunos de ensino básico do País, o deputado Sílvio Costa (PMN) fez uma análise da área educacional em Pernambuco. Ele criticou o Governo do Estado por não realizar um planejamento nem uma política de ensino e censurou a demora nas reformas e a falta de merenda escolar em algumas escolas públicas.
“Como não sou deputado federal, ainda, vou falar só no campo estadual”, afirmou.
Segundo ele, “é inadmissível” que ainda existam escolas públicas em reforma.
“Não aceito as desculpas de que ocorreu uma demora nas licitações para a realização das obras. Já passamos da semana santa e há escolas paradas por causa das obras, prejudicando os alunos. O Governo não se preocupa em fazer um planejamento educacional, só em criar medidas paliativas como o Programa Rumo ao Futuro, que engana os alunos, prometendo ajudá-los a passar no vestibular em apenas seis meses de aulas”, disse.
Sílvio Costa também criticou a falta de merenda nas escolas. “Não é só nas escolas municipais de Olinda que está faltando merenda”, ironizou. Antes do discurso de Costa, a deputada Jacilda Urquisa (PMDB) apontou a falta de merenda em Olinda. O parlamentar quer que a Alepe promova uma série de debates para discutir soluções para área educacional. “Não adianta criticar sem sugerir.
Espero também que o secretário Mozart Neves venha aqui para mostrar o seu planejamento educacional, se é que ele existe. Não tenho muita esperança em relação à educação no atual Governo, pois ele já teve quatro anos para modificar a área, mas não fez nada e, até agora, não existe nenhuma novidade para este ano”, disparou.
Em aparte, a deputada Teresa Leitão (PT) lembrou que três questões contribuem para a má qualidade de ensino do Estado. Segundo ela, os maiores problemas da educação são a ausência de programas de qualificação e de continuidade para o magistério; a existência de 11 mil vagas ocupadas por profissionais com mini-contratos; e a falta de condições materiais, didáticas e pedagógicas. Já o deputado Adelmo Duarte (PFL) ressaltou a demora com que os processos de licitações podem ser realizados. “Em minha atuação como prefeito de Lajedo, pude ver como essas coisas são difíceis. Muitas vezes temos que realizar obras ou fazer compras rápidas, mas dependemos dos processos de licitações, que, muitas vezes, são dificultados ainda mais pelas empresas que perdem as concessões”, defendeu.
COMO CHEGAR