O primeiro-secretário da Assembléia, deputado João Negromonte (PMDB), fez, ontem, vários questionamentos relativos aos Governos Federal e Municipal do PT.
Deputados governistas e oposicionistas se revezaram na tribuna de apartes, divididos entre defender seus aliados e questionar os opositores. “Como é que um Governo que é tão atacado é considerado o melhor do País?”, indagou Negromonte, dando início às discussões.
O parlamentar questionou a insistência da bancada oposicionista em instaurar a CPI da Cultura na Assembléia, “enquanto a bancada do PT, na Câmara do Recife, empenha-se em impedir a criação da CPI das Dispensas de Licitações”. Negromonte respondeu aos questionamentos feitos pelos deputados oposicionistas em relação à utilização dos recursos da Celpe pelo Governo do Estado, e cobrou promessas feitas pelo prefeito do Recife, João Paulo (PT).
“O importante não é se os recursos da Celpe acabaram ou não acabaram, mas como foram utilizados, e eles foram muito bem empregados em obras de extrema relevância para Pernambuco. Agora, eu gostaria que os aliados do prefeito explicassem de que forma ele vai dar aumento ao funcionalismo público, a cada dois meses, como prometeu”, destacou.
Negromonte falou, ainda, sobre a promessa do PT de pagar o salário mínimo de US$ 100 e a promessa do prefeito do Recife de utilizar apenas R$ 4,5 milhões com publicidade e, depois, ter solicitado à Câmara aumento para R$ 6 milhões.
“A incapacidade de realizar obras se justifica com a herança deixada por outros governantes, mas o governador Jarbas encontrou uma herança nefasta e, no entanto, conseguiu pagar três folhas atrasadas e dar início à reconstrução do Estado”, disse. Ao final, o primeiro-secretário fez um desafio à bancada de Oposição. “Gostaria que informassem a esta Casa, porquê de o projeto de autoria do prefeito João Paulo, que prevê que 10% da frota de ônibus seja adaptada aos deficientes físicos, assim como as ruas e calçadas modificadas para o mesmo fim, publicado no Diário Oficial do dia 15 de maio de 2001, ainda não ter saído do papel. Ou será que existe alguém que já tenha visto uma dessas ruas ou esses ônibus?”, concluiu.
Metrô – O deputado Antônio Moraes (PSDB) destacou a paralisação das obras do metrô. “Isaltino Nascimento (PT) pode procurar o ministro Olívio Dutra e solicitar que libere os recursos necessários para a conclusão das obras do metrô e que ele aproveite e fique com o metrô e seus prejuízos, que chegam a R$ 5 milhões por mês, e com os quais o Governo do Estado não pode arcar”, declarou.
O líder do PT, deputado Isaltino Nascimento, disse que viu seu objetivo ser alcançado, pelo fato de os deputados governistas terem ficado “perturbados” com as questões levantadas pela Oposição e tentou responder às colocações de Negromonte, que rebateu, em seguida, suas respostas.
Maviael Cavalcanti (PFL) falou sobre a Celpe, argumentando que a companhia foi privatizada, “mas continua prestando os mesmos serviços que prestava antes e, além disso, os recursos provenientes de sua privatização serviram para viabilizar diversas obras”.
Pedro Eurico (PSDB) foi mais duro com os questionamentos da Oposição e disse que nunca viu, em outro Estado, ninguém se regozijar com a paralisação de obras importantes, “como vem fazendo o deputado Isaltino Nascimento, que se alegra com a interrupção das obras do metrô. Possivelmente, por não terem sido iniciadas num governo do PT”. “Isso é um crime, do ponto de vista do interesse público”, declarou.
Além desses, também fizeram apartes os deputados Raimundo Pimentel (PSL), Bruno Araújo (PSDB), Roberto Leandro (PT), Sílvio Costa (PMN), Teresa Leitão (PT) e Alf (PDT).
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