Ana lembra em discurso que é deputada por força do destino

Em 28/02/2003 - 00:00
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“Sob o peso da emoção e com a consciência do momento histórico, dou início à minha atuação parlamentar, nesta tribuna, revigorando idéias e reafirmando compromissos, que constituíram o arcabouço político-eleitoral de minha candidatura”. Com essa colocação, a deputada Ana Cavalcanti (PPB), estreou no Plenário, observando que sua presença na Casa Joaquim Nabuco “deve-se ao destino, que forçou um atalho”, colocando-a num prazo curtíssimo em uma campanha eleitoral “sob o impacto da dor e da profunda comoção”.

Ela se referia ao acidente em que faleceu o seu irmão Severino Cavalcanti Júnior, a esposa Surama e o motorista Paulo Sérgio. Com a tragédia, grupos políticos, especialmente prefeitos do interior, articularam-se, defendendo a candidatura de Ana Cavalcanti.

Tomada a decisão de concorrer às eleições de outubro e confirmada a vitória, a deputada pepebista recordou, emocionada, que seu irmão havia registrado a candidatura dela pessoalmente, “como se agisse por premonição”.

Quanto às diretrizes do mandato, Ana Cavalcanti disse que será “uma tríade temática, baseada em saúde, educação e geração de empregos”, acrescentando que dará continuidade ao trabalho desenvolvido por Severino Júnior junto às comunidades.

O pronunciamento recebeu diversos apartes. Os deputados Betinho Gomes (PPS), Sebastião Rufino (PFL), Roberto Leandro (PT), Antônio Figueirôa (PMDB), Maviael Cavalcanti (PFL) e Ricardo Teobaldo (PMDB) lamentaram a perda do ex-prefeito de João Alfredo (Severino Júnior) e desejaram “boa sorte” para Ana Cavalcanti.

Já as deputadas Ceça Ribeiro e Teresa Leitão, ambas do PT, Jacilda Urquisa (PMDB) e Dilma Lins (PL), e o deputado Sérgio Leite (PT) ressaltaram a importância do momento histórico vivido na Alepe, com a presença de uma bancada feminina de 8 parlamentares. Finalizando os apartes, o deputado Fernando Lupa (PSDB) falou da capacidade da parlamentar de agregar amigos, independente de suas posições ideológicas.