Manguebeat, de Pernambuco para o mundo

Em 08/12/2009 - 00:00
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Movimento artístico-cultural iniciado na década de 90, no Recife, a partir das Bandas Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre, o Manguebeat buscou formas diversas entre a cultura pop e a tradição local, abrindo caminho para uma renovação cultural no Brasil, que encontrou ressonância internacional. A dimensão permitiu que o movimento se tornasse Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco, com a aprovação do Projeto n° 1.029/09, de autoria do deputado Sérgio Leite (PT), originando a Lei n° 13.853. O texto foi sancionado em agosto deste ano.

Entre as referências utilizadas pelo movimento, estão aspectos da obra do pernambucano Josué de Castro, nas quais resgata as imagens do homem-caranguejo e do mangue. “O Manguebeat trata também da biodiversidade do manguezal como ecossistema associado à fusão de estilos, locais e globais, capaz de tornar a cena cultural de Pernambuco tão rica quanto sua situação geográfica. Gêneros como o rock, o reggae e hip-hop se misturaram ao maracatu, ao coco e ao samba”, argumentou o petista, na justificativa da proposição.

Para Sérgio Leite, o movimento é artístico-cultural genuinamente local e, “por sua importância histórica, além de influenciar expressões artísticas como o cinema, a moda e as artes-plásticas, no Brasil e no mundo, contribui na difusão do estilo nacional”, explicou.

A principal bandeira do mangue é a diversidade, por isso a manifestação conseguiu influenciar bandas do Estado e do Brasil, a exemplo da Mundo Livre S/A, Mombojó, Volver, Cordel do Fogo Encantado e Nação Zumbi.