A situação das mulheres grávidas no arquipélago de Fernando de Noronha, que foi notícia no último dia 1° de dezembro em jornal local de grande circulação, repercutiu, ontem, no pronunciamento da deputada Teresa Leitão (PT). Durante o Pequeno Expediente, a parlamentar informou que, devido à desativação da maternidade do Hospital São Lucas, as gestantes fazem o pré-natal no Posto de Saúde da Família e; na 30ª semana de gravidez, são encaminhadas para as cidades de Recife ou Natal (RN).
“A coordenadora de saúde de Fernando de Noronha, Fátima Souza, explicou que os custos de manutenção de uma maternidade, aliados à falta de profissionais especializados, justificam as saídas das mulheres grávidas. E que, além disso, para manter a maternidade seriam necessários 21 médicos por mês. O que totaliza uma despesa de cerca de R$ 151 mil, apenas com a folha de pagamento”, disse.
A parlamentar também informou que a coordenadora justificou ser mais vantagem mandar as mulheres para o continente, uma vez que o atendimento e a assistência são feitos de forma integral.
“As mulheres não tem seus direitos reprodutivos garantidos, uma vez que não podem escolher onde e quando seus filhos nascerão, ficam a mercê de uma decisão arbitrária. Esse é um cenário triste num arquipélago tão bem produzido para as fotos de turismo, e que traz recursos financeiros para o Governo de Pernambuco e para o empresariado”, avaliou.
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