Solenidade na Assembleia marca Dia da Terra e abre Jornada da Terra 2026

Em 23/04/2026 - 10:38
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NATUREZA – Evento discutiu saberes tradicionais e mudanças climáticas. Foto: Roberto Soares

Em homenagem ao Dia da Terra e para a abertura da Jornada da Terra 2026, a Alepe realizou uma solenidade, na terça (22), por solicitação da deputada Rosa Amorim (PT). A parlamentar presidiu a cerimônia e destacou a urgência climática e a justiça ambiental no contexto atual.

“Os povos do campo, das águas e das matas detêm conhecimentos fundamentais para a preservação da vida e da Terra. São esses saberes que apontam caminhos concretos para adiar o fim do mundo e construir novos horizontes”, afirmou.

Dia da Terra

Celebrado mundialmente em 22 de abril, o Dia da Terra é um marco de mobilização em defesa do meio ambiente, da sustentabilidade e da proteção da vida. A data ganha ainda mais relevância no contexto da Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas (2021–2030), que incentiva ações concretas de recuperação ambiental e desenvolvimento sustentável.

Nesse contexto, a Jornada da Terra 2026 apresenta-se como espaço de reflexão e articulação voltado à promoção da justiça socioambiental, ao enfrentamento da crise climática e à valorização dos saberes dos territórios, evidenciando os impactos desiguais das mudanças ambientais sobre populações historicamente vulnerabilizadas.

O professor e pesquisador do Núcleo de Agroecologia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Marcos Figueiredo, relembrou o início da Jornada da Terra e destacou o caráter coletivo da iniciativa. “Buscamos inovar nos aspectos temporal e pedagógico. O projeto passou a ser executado por meio de uma rede de organizações e instituições, de forma solidária, descentralizada, democrática e participativa”, declarou.

Figueiredo reforçou, ainda, que a crise climática é resultado de processos estruturais e já produz impactos diretos em Pernambuco, com o aumento de deslocamentos forçados, frequentemente associados à condição de “refugiados ecológicos”. 

A reunião solene também contou com a presença de Paulo Mansan, coordenador do coletivo “Mãos Solidárias”; da diretora da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Luciana Marques; do professor da instituição, Maurício Antunes; além da apresentação do coral Vozes de Pernambuco.