Plenário: discursos abordam 62 anos do Golpe Militar e legados de Lula e Bolsonaro

Em 01/04/2026 - 14:30
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Foto dividida em duas partes, cada uma com um parlamentar falando na tribuna. À esquerda,Alberto Feitosa, utilizando terno azul marinho e gravata cinza. À direita, o deputado João Paulo, utilizando terno cinza escuro com gravata vermelha.

DEBATE – Alberto Feitosa e João Paulo apresentaram posições divergentes sobre Lula e Bolsonaro. Foto: Nando Chiappetta

Na reunião plenária desta quarta (1), os deputados Coronel Alberto Feitosa (PL) e João Paulo (PT) apresentaram visões divergentes sobre as declarações e o legado do presidente Lula, e o seu antecessor, Jair Bolsonaro. 

Coronel Alberto Feitosa criticou Lula por discursos recentes e escândalos nos descontos do Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS). Segundo ele, o atual presidente ainda deve explicações sobre a sua condenação em 2018 no âmbito da Operação Lava-Jato.

Feitosa questionou, ainda, a decisão de Lula de manter sob sigilo informações relacionadas a gastos da Presidência da República. “Se vossa excelência estudar e trouxer resultados diferentes do que diz toda a imprensa do Brasil, eu vou voltar à tribuna e pedir desculpa ao maior mentiroso do Brasil: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, declarou. 

Já o deputado João Paulo contestou a fala de Feitosa, e citou diversas críticas à atuação do antigo governo. 

Ao responder às alegações de Feitosa sobre possíveis escândalos do governo Lula, João Paulo elogiou o mandato do atual presidente. “Lula foi preso injustamente, está solto legalmente, reconhecido eleito presidente e com prestígio internacional. Enquanto isso, Bolsonaro tem 27 anos de prisão e utiliza a doença para não cumprir a sentença na cadeia”, afirmou o deputado petista.

Ditadura militar

Dani Portela (PSOL) relembrou os 62 anos do Golpe Militar no Brasil. Para a deputada, o evento marcou a interrupção da democracia e inauguração de um regime marcado por repressão, censura e graves violações de direitos humanos. 

Ela ressaltou que “não se pode esquecer dos horrores que aconteceram no país durante o período, principalmente em um momento que o advento do bolsonarismo ameaça o significado da data”. 

Dani Portela fala na tribuna, utilizando um Xale com a parte superior vinho e a de baixo em vermelho, um uma rosa vermelha como adorno do lado esquerdo do cabelo.

MEMÓRIA – Dani Portela registrou 62 anos do Golpe Militar, e criticou falas de Flávio Bolsonaro. Foto: Nando Chiappetta

A parlamentar ainda teceu críticas ao discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) durante evento nos Estados Unidos. O momento, segundo Dani, foi marcado pelo pedido do pré-candidato à presidência da república por uma  interferência internacional nas eleições de 2026 no Brasil. 

“Foi um ato explícito de submissão e subserviência e uma confissão pública do descompromisso com o Brasil e com o povo brasileiro. Uma verdadeira afronta à Constituição Brasileira, nascida 20 anos depois da ditadura no nosso país”, declarou. Para a deputada, “o bolsonarismo é a expressão brasileira do fascismo da extrema direita no mundo, e seu projeto é transformar o país em uma colônia americana”.

Terreno

O deputado João Paulo registrou,  ainda, a realização de uma reunião com comandantes do Exército para obter a cessão de áreas militares para práticas esportivas, no bairro do Zumbi do Pacheco, em Jaboatão dos Guararapes (Região Metropolitana). 

O deputado ressaltou a importância do espaço para os moradores, que tem servido para a revelação de atletas dentro da comunidade, e levantou a possibilidade de novos equipamentos para a valorização da área.