Educação: Teresa Leitão pede que Prefeitura de Escada negocie com grevistas

Em 10/11/2021 - 17:54
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DIÁLOGO – “Movimento completou cem dias, sem perspectiva de solução.” Foto: Nando Chiappetta

A deputada Teresa Leitão (PT) solicitou à Prefeitura de Escada (Mata Sul) que abra o diálogo com os trabalhadores da educação em estado de greve. Ao discursar na Reunião Plenária desta quarta (10), a parlamentar afirmou que a “intransigência da gestão municipal fez a paralisação alcançar a marca de dez dias”. 

“A inflexibilidade da prefeita Mary Gouveia está insustentável e o movimento completou cem dias, sem perspectiva de uma solução negociada. As tentativas de mediação chegaram aos deputados federais Carlos Veras (PT-PE) e Túlio Gadelha (PDT-PE) e, até mesmo, ao governador Paulo Câmara”, relatou a petista.

O motivo da greve entre os servidores municipais seria a tramitação e aprovação de um projeto de reforma da previdência apresentado por Mary Gouveia. “Sabemos que as medidas tomadas em nível federal têm desdobramentos municipais, mas isso não pode ser intensificado nem implantado sem interlocução com o sindicato”, criticou a parlamentar. “Mesmo que não se modifique o projeto, é preciso dialogar.”

A manifestação recebeu o apoio do líder do Governo na Alepe, deputado Isaltino Nascimento (PSB). “Quem exerce cargo público, numa democracia, precisa estar aberto a negociar”, considerou o socialista. 

Enem

Teresa Leitão também externou preocupação com a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para os dias 21 e 28 de novembro. Ela comentou a entrega de cargos por 37 servidores públicos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) envolvidos com a prova.

“Eles fizeram isso em protesto pelo assédio moral e pela falta de critérios técnicos em decisões de diretores indicados pelo Governo Bolsonaro. É uma incógnita o que pode acontecer com a avaliação, faltando poucos dias para a realização das provas”, observou a petista.

Para a deputada, o Governo Federal criou um ambiente de fragilidade técnica e administrativa no Inep. “O resultado é vermos um órgão técnico competente e, outrora, respeitado já no quinto presidente”, lamentou.