Nova onda de coronavírus na Europa pode afetar Brasil, teme José Queiroz

Em 29/10/2020 - 17:10
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APREENSÃO – Parlamentar receia que vinda de turistas europeus para o Nordeste possa piorar situação da pandemia na região e levar a novas medidas de isolamento. Foto: Jarbas Araújo

O aumento de casos de coronavírus na Europa deve ser causa de preocupação para o Brasil, considerou o deputado José Queiroz (PDT) em discurso na Reunião Plenária desta quinta (29). Ele manifestou temor de que a vinda de turistas europeus para o Nordeste, comum no verão, possa piorar a situação da pandemia na região e levar a novas medidas de isolamento. 

“Confesso que fiquei assustado com o cenário internacional nos últimos dias. Foram registrados 500 mil novos casos da doença no mundo, num único dia, com grande crescimento na Europa, em países como Alemanha, França, Ucrânia e Rússia”, relatou o parlamentar. O pedetista também ressaltou que o número de ocorrências tem batido recordes nos EUA e aumentado na Argentina e Índia. 

“Nesse contexto, como vamos lidar com a vinda de turistas europeus para o Nordeste, como é comum nessa época? Será que teremos o retrocesso de um novo lockdown porque providências não foram tomadas?”, indagou. “A reabertura das atividades econômicas é importante, mas ainda mais importante é a vida. E continuamos a ter cerca de 500 mortes por dia no Brasil”, lamentou. 

A preocupação de Queiroz é compartilhada pelo deputado Antonio Fernando (PSC). “O que está acontecendo na Europa com certeza vai chegar aqui, é só uma questão de tempo. Inclusive porque, muitas vezes, os viajantes estão contaminados, mas assintomáticos no momento da viagem”, observou Fernando. 

Privatização – José Queiroz ainda criticou o decreto do presidente Jair Bolsonaro publicado no último dia 26, que incluía a política de fomento ao setor de atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS) no programa de concessões e privatizações do Governo Federal. 

“É lamentável que a gente, mais uma vez, tenha de relatar fatos que afrontam a racionalidade por parte deste Governo. O SUS é um exemplo para o mundo, então não pode ser tratado num decreto como esse, que pretendia privatizar postos de saúde”, frisou. Após críticas, o presidente Bolsonaro revogou a medida nessa quarta (28).