
QUARENTENA – Jô Cavalcanti assinalou a vulnerabilidade das pessoas em situação de rua: “Nenhuma vida vale mais que outra”. Foto: Reprodução Nando/Chiappetta
A deputada Jô Cavalcanti, do mandato coletivo Juntas (PSOL), demonstrou preocupação com a situação de algumas categorias de trabalhadores e com problemas sociais que podem decorrer da quarentena. Apesar disso, ela manifestou apoio às medidas adotadas pelo Governo do Estado, em discurso na Reunião Plenária desta quinta (14).
A parlamentar afirmou que as iniciativas para manter o isolamento social são de extrema necessidade para evitar o alastramento da doença. Entretanto, questionou um dos itens do decreto estadual por entender que não cabe ao motorista de ônibus fiscalizar se os usuários dos coletivos estarão usando máscaras. “É uma situação que pode criar problemas para os condutores”, advertiu.
Jô Cavalcanti assinalou a vulnerabilidade das pessoas em situação de rua. “Essa população está exposta, porque as ações que estão sendo feitas pelos poderes públicos são insuficientes. Nenhuma vida vale mais que outra”, ressaltou. Também disse não ter visto, até agora, nenhuma iniciativa para socorrer os ambulantes, que estão sem renda. Ela lamentou, ainda, que aqueles que se arriscam a trabalhar estariam sofrendo com a apreensão das mercadorias.
Estatísticas que mostram o aumento do número de casos de violência contra a mulher desde o início da pandemia também foram abordadas pela deputada. “Contra esse fato, o Governo do Estado ainda não tomou nenhuma providência. Proponho a implantação da denúncia on-line, pois prestar queixa presencialmente tem sido impossível para as vítimas”, frisou.
A psolista solicitou, por fim, que o Executivo garanta um protocolo de controle das polícias e guardas municipais nas abordagens realizadas durante a quarentena. “Tem havido um tratamento diferenciado para quem mora nas periferias. Mas todos merecem o mesmo respeito”, enfatizou Jô Cavalcanti.
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