José Queiroz considera aniversário do Golpe Militar “dia de luto”

Em 28/03/2019 - 13:02
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CRÍTICA - Pronunciamento foi feito em resposta à determinação do presidente Bolsonaro para que a data seja comemorada nos quartéis. Foto: Jarbas Araújo

CRÍTICA – Pronunciamento foi feito em resposta à determinação do presidente Bolsonaro para que a data seja comemorada nos quartéis. Foto: Jarbas Araújo

O deputado José Queiroz (PDT) registrou em Plenário, nesta quinta (28), que o partido dele considera o 31 de março, quando o Golpe Militar de 1964 completa 55 anos, “um dia de luto”. O pronunciamento foi feito em resposta à determinação do presidente Jair Bolsonaro para que a data seja comemorada nos quartéis.

“O Brasil viveu o 31 de março de 64 como um dia triste. A partir daí, sucederam-se os atos que caracterizam uma ditadura. É preciso lembrar isso, para que o brasileiro tenha na memória, e que nunca mais vivamos tempos sombrios”, observou.

Queiroz fez menção à luta pela redemocratização, da qual participou “ao lado de figuras nacionais como Paulo Brossard e Ulysses Guimarães”. E citou os assassinatos do jornalista Vladimir Herzog e do ex-deputado federal Rubens Paiva por agentes do regime. “Temos que respeitar aqueles que sofreram muito mais do que nós as dores e a crueldade nos momentos difíceis que a pátria atravessou.”

Para o pedetista, a Alepe deve ser a tribuna das liberdades, do respeito à democracia e da defesa do Estado de Direito. “Incorporo por completo vosso pronunciamento”, expressou o deputado Diogo Moraes (PSB), que presidia a sessão no momento do discurso.