O deputado Joel da Harpa (PP) manifestou, nesta quinta (14), solidariedade à família do policial militar Rinaldo Azevedo Campelo, morto após ser atingido por um tiro durante uma fuga na Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá (Região Metropolitana do Recife), na noite de quarta (13). Ele criticou o fato de policiais da reserva – caso da vítima – estarem no patrulhamento externo das unidades prisionais, e cobrou do Governo do Estado que reveja a situação.

CRÍTICA – “Governo não faz concursos públicos para agentes penitenciários e deixa os policiais à mercê dessa situação.” Foto: Jarbas Araújo
“Todos sabemos que caracteriza desvio de função a prática de colocar policiais para trabalhar nos presídios. São trabalhadores geralmente com mais de 30 anos de serviço que, por necessidade, voltam à ativa depois da aposentadoria. E o pior: por um salário de fome”, disse o parlamentar. “O Governo não faz concursos públicos para agentes penitenciários e deixa os policiais à mercê dessa situação”, queixou-se, acrescentando que sequer são oferecidas condições adequadas nas penitenciárias: “É uma calamidade. Dá nojo de entrar nos alojamentos”.
Mais cedo, o Plenário havia respeitado um minuto de silêncio em homenagem ao policial assassinado, bem como ao vigilante José Silveira Trajano, morto durante o serviço em uma agência bancária na Zona Sul do Recife. A homenagem foi realizada por solicitação do deputado Alberto Feitosa (SD). “Solidarizo-me com as famílias e concordo com o deputado Joel da Harpa no pleito pela melhoria das condições de trabalho dos nossos profissionais da segurança pública”, registrou.
Delegado Erick Lessa (PP) fez coro às preocupações dos parlamentares. “São fugas das unidades prisionais, vidas ceifadas e outros tantos problemas. É preciso um debate qualificado, com informações claras, que busque a redução da violência e que entregue sugestões ao Governo. Temos de dar as respostas certas às necessidades da população”, frisou.
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