
CAUSAS – “Esses atos, muitas vezes, têm a intenção de aliviar dores emocionais que são motivadas pelas pressões psicológicas sofridas pelos adolescentes.” Foto: Roberto Soares
Os casos de automutilação entre jovens e adolescentes foram abordados pelo primeiro-secretário da Alepe, deputado Diogo Moraes (PSB), na Reunião Plenária desta terça (26). De acordo com estudos internacionais e estimativas de ambulatórios psiquiátricos brasileiros, cerca de 20% das pessoas entre 14 e 24 anos são afetadas pelo problema.
“Segundo especialistas, trata-se de uma epidemia. Dos 51 milhões de jovens e adolescentes nessa faixa etária, 10,2 mi podem estar cometendo esse tipo de autoagressão”, ressaltou o parlamentar. “Esses atos, muitas vezes, têm a intenção de aliviar dores emocionais que são motivadas pelas pressões psicológicas sofridas pelos adolescentes”, relatou Moraes. Ele propôs que o Governo do Estado estabeleça pesquisas para descobrir a incidência de automutilação nessa faixa da população em Pernambuco.
O deputado destacou o trabalho de conscientização sobre o tema feito na Escola de Referência Maria Gayão, no município de Araçoiaba (Região Metropolitana do Recife). “Nessa unidade de ensino, que não é muito grande, chegaram a ser detectados cinco casos de automutilação. A partir disso, um projeto de valorização da vida com palestras e peças de teatro foi realizado”, explicou o parlamentar, que pediu um Voto de Aplausos à escola pelo trabalho e à Rede Globo, por ter colocado a discussão sobre o tema na novela Malhação e no seriado Sob Pressão. “O assunto foi abordado pela emissora de maneira informativa e consciente, inclusive em programas voltados para adolescentes”, avaliou o socialista.
A iniciativa de Diogo Moraes em levar o assunto para o Grande Expediente da Alepe foi elogiada pelos deputados Terezinha Nunes (PSDB), Odacy Amorim (PT) e Romário Dias (PSD). A realização de uma audiência pública sobre o tema, proposta pelo primeiro-secretário, foi encampada pela presidente da Comissão de Saúde, Roberta Arraes (PSB).
“Trata-se de uma violência silenciosa que muitos não conseguem enxergar. As escolas de tempo integral têm mais estrutura para identificar esse problemas, que podem também ser abordados por esta Casa”, declarou Arraes.
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