A Comissão de Ciência e Tecnologia visitou, ontem, o Instituto Tecnológico de Pernambuco (ITEP) com o objetivo de averiguar como a fundação está se preparando para evitar a sua extinção, aprovada na Reforma do Governo do Estado. A proposta prevê que, em 180 dias, haverá o fechamento e todos os servidores serão deslocados para o Instituto de Recursos Humanos. Os deputados João Fernando Coutinho (PSB), presidente do colegiado, e Antônio Figueirôa (PMDB) foram recebidos pela presidente do ITEP, Fátima Brayner.
“Nós discutimos o projeto de criação de uma Organização Social (OS) para tentar assinar um contrato de gestão com o Governo antes de junho, data prevista para a extinção. O objetivo seria promover o desenvolvimento da sociedade, a geração e difusão de novas tecnologias, a realização de pesquisa aplicada na prestação de serviços tecnológicos, o apoio ao empreendorismo e a capacitação de recursos humanos em tecnologia”, afirmou Fátima. Ela disse, ainda, que o apoio da Assembléia é fundamental. “Estamos vivendo, praticamente, de recursos próprios.
É um sentimento profundo de abandono a um instituto de credibilidade internacional”, lamentou.
O ITEP fundado em 1942, é a segunda instituição mais antiga do País. Na década de 50, houve a criação dos laboratórios de solo e fundações especializadas na produção de materiais de construção. Nos anos 60, houve uma parceria com a Sudene e projetos de exportação de óleo, margarina e cimento. Já na década de 70, com o proálcool, foi feito o controle do combustível. A partir de 80, o ITEP foi fundador da Associação Brasileira dos Institutos de Produção Tecnológica (ABIPTI). Na década passada, foi implantado o programa de incubação de empresas de base tecnológica, o credenciamento para inspeção veicular, passou a fazer análises da água mineral, implantou o Programa de Gerenciamento de Resíduos Químicos e fundou os Centros de Educação Profissional. “Todo esse trabalho nos colocou no Programa de Excelência de Institutos Tecnológicos realizado pela ABIPTI”, disse Fátima Brayner.
O ITEP atua nas áreas de fruticultura irrigada; caprinocultura; baterias automotivas; avicultura; no pólo gesseiro do Araripe; pecuária leiteira, onde eles têm uma parceria com o SEBRAE; na indústria têxtil e de confecções e na de software, no Porto Digital. O Instituto gasta, em média, R$ 9 milhões e R$ 200 mil por ano em projetos institucionais, sendo os mais importantes, o Núcleo Tecnológico do Gesso, o plantio de mudas nas margens do Rio São Francisco, a redução de agrotóxicos, o estudo sobre a Reserva Gipsifera (DNPM) e a contaminação por chumbo na cerâmica produzida em Caruaru.
“Ficamos muito preocupados com a situação do ITEP e esperamos ajudar no fortalecimento desse órgão fundamental para o desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou Fernando Coutinho.
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