A Comissão de Meio Ambiente se reuniu, ontem, para discutir com o secretário de Meio Ambiente de Jaboatão, Geraldo Michel, o coordenador do grupo de resíduos sólidos da Universidade Federal de Pernambuco, Fernando Jucá, e o diretor de Limpeza Urbana da Emlurb, Roberto Gusmão, a situação atual do projeto de tratamento do chorume (líquido produzido pela decomposição do lixo) no Aterro da Muribeca.
Na reunião, foi revelado que o custo da Prefeitura do Recife com a coleta e operação do lixo é de R$ 5 milhões. Recife e Jaboatão são responsáveis pela produção de 3 mil toneladas de lixo por dia. Jucá disse que, “atualmente, 60% do lixo é matéria orgânica e 15% é papel. A Estação de Tratamento de Chorume (ETC) realiza o tratamento em 3 fases, o primário, onde há uma recirculação do produto para a célula 5 através de uma tratamento físico-químico e biológico; o secundário, que são as lagoas de estabilização para tratamento biológico; e, o terciário, onde há um sistema de barreira bioquímica com retenção de metais”.
“No leito de pedras, há uma redução de 25 a 31% dos resíduos tóxicos do chorume, na barreira de solo, o zinco, por exemplo, reduz em 99% esse índice, na bioquímica, com os sulfatos, em 97%. A entrada de oxigênio com substâncias químicas (DBO) está em 5382, 5 mg/l e ela saí depois do tratamento para o rio Jaboatão, em 434, 3 mg/l. E o rio Muribequinha, que antes recebia todo o chorume, hoje, recebe 5%”, relatou Roberto Gusmão.
“Saio dessa explanação satisfeito com as explicações, mas, em contrapartida, fico muito preocupado por saber que não há tratamento de gases. Outro problema é que ainda não há um relatório de eficiência da ETC sobre o impacto ambiental nos rios Muribequinha e Jaboatão, e não há um controle sobre o lixo hospitalar e industrial que está sendo depositado naquele recinto. Iremos convocar a CPRH para dar algumas explicações, já que houve conflitos de informação com as relatadas aqui pela Emlurb”, afirmou o presidente do colegiado, deputado Alf (PDT).
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