A Comissão Especial da Violência Sexual realizou, ontem, sua primeira audiência pública. Os deputados escutaram representantes da ONG Casa de Passagem e do Programa Sentinela, do município de Jaboatão dos Guararapes, que apresentaram números e informações sobre os trabalhos desenvolvidos junto a adolescentes e crianças em situação de risco e vítimas de violência.
Segundo a presidente do colegiado, Carla Lapa (PSB), nesse fase, a comissão vai ouvir instituições não-governamentais e, numa segunda etapa, ouvirá os representantes dos Governos Estadual e Municipais. “A partir das informações obtidas, vamos escutar os governantes e analisar onde estão as falhas e também propor alternativas para resolver, principalmente, a questão da exploração e o turismo sexual”, acrescentou.
Durante os depoimentos, os parlamentares foram informados da necessidade de conseguir mais apoio governamental para subsidiar e dar mais abrangência aos programas sociais desenvolvidos pelas ONGs. O Programa Sentinela atua, há dois anos, em parceria com a Prefeitura de Jaboatão, e atende 53 crianças, fornecendo apoio psicológico e educacional com o objetivo de resgatar a auto-estima de crianças e adolescentes vítimas de maus tratos e violência sexual. Já a Casa de Passagem desenvolve um trabalho de resgate da cidadania com crianças e adolescentes em situação de risco, há 13 anos, e trabalha, hoje, com 90 jovens e 15 comunidades carentes.
O debate contou com a participação dos deputados Adelmo Duarte (PFL), Ana Cavalcanti (PP), Jacilda Urquisa (PMDB), Teresa Leitão (PT), Cleiton Collins (sem partido), Fernando Lupa (PSDB) e Raimundo Pimentel (PSL), além do coordenador do Centro de Apoio Operacional da Promotoria, Francisco Cruz Rosa, e da promotora pública Cristiane Caetano, representantes enviados pelo Ministério Público para acompanhar as atividades da comissão.
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