Os cem dias do Governo Lula foi tema de avaliação do deputado Bruno Araújo (PSDB). Ele fez um apanhado das ações do presidente Lula e não poupou críticas à administração federal, alegando que o PT ainda não havia dado conta de que a campanha eleitoral acabara e que seu governo havia começado. “Não aceito mais desculpas, no lugar da ação sobra bastante promessas”, disse.
Ele citou praticamente todos os setores do governo e centrou suas observações nos “baixos” percentuais de reajuste dados aos servidores públicos e ao salário mínimo. De acordo com Bruno, o poder de compra dos trabalhadores hoje é bem menor do que na época em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso assumiu o Palácio Alvorada pela primeira vez. “Em 1995, 1998 o salário mínimo atingia uma média de US$ 111.88 e agora é bem menor”, explicou, alegando que para quem achava um absurdo o funcionário público não ter reajuste há sete anos, um percentual de 2,4% era muito pouco. “O discurso eleitoral era um e a prática é outra”, justificou.
Ele também alegou que para quem havia prometido 10 milhões de empregos se mostrava agora sem iniciativa e criatividade para apresentar propostas de geração de emprego. “O que eles fizeram foram retirar do Congresso Nacional a pauta de negociação por convenção entre trabalhadores e empregadores”, alertou.
Para Bruno, os pontos positivos do governo petistas são justamente a continuação das ações de FHC. Ele disse também que os bons números da economia como a redução da cotação do dólar e do risco Brasil é em consequência, também, da credibilidade que a América Latina goza no momento. “A cotação do peso, também, teve uma recuperação em relação ao dólar e o risco da Argentina caiu”, justificou.
Os apartes foram muitos. Os que reforçaram o discurso de Bruno condenavam a administração Lula, ao mesmo tempo que elogiavam o Governo Estadual. O mesmo acontecia com os simpatizantes do governo federal só que ao contrário: defendiam Lula e criticavam Jarbas.
Entre os jarbistas estavam os deputados Augusto Coutinho (PFL), que falou dos números da eletrificação rural em Pernambuco, Antônio Moraes (PSDB) que defendeu a construção de barragens. Já Maviael Cavalcante ( PFL) questionou o Programa Fome Zero, Lourival Simões (PV) indagou sobre o corte orçamentário no Ministério de Ciência e Tecnologia e Sebastião Oliveira, as contradições filosóficas do PT.
Contra Jarbas e em defesa de Lula esteve o deputado Isaltino Nascimento (PT) que convidou os presentes a visitar alguns hospitais regionais para verificar a situação in loco e o deputado Silvio Costa (PMN) quis saber das obras não concluídas nas escolas estaduais.
Pacto – A possibilidade da cessão de tempo da deputada Jacilda Urquisa (PMDB) – que estava ausente – para o líder do Governo, Bruno Araújo (PSDB), no Grande Expediente, causou um desentendimento entre o governista e o deputado Alf. A divergência foi contornada ao longo dos debates, quando os parlamentares propuseram um “pacto de civilidade, com o objetivo de manter a tradição do bom convívio, predominante na Casa de Joaquim Nabuco”.
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