Reforma de Jarbas recebe crítica do PT

Em 09/04/2003 - 00:00
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O deputado Isaltino Nascimento (PT) criticou, ontem, a Reforma Administrativa do Governo Jarbas. “Foi uma reforma baseada em modelo gerencial atrasado do Governo FHC, que repassou responsabilidade para o terceiro setor através das privatizações, deixando o Estado como agente regulador e transformando autarquias em organizações sociais”, atacou.

Ele lembrou que órgãos como o Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep), que deixou de ser autarquia e virou organização social, não terão como fazer análises e pesquisas com isenção, porque para sobreviver terão que firmar convênios com iniciativa privada.

Referindo-se à matéria publicada na imprensa, anunciando o início das avaliações de desempenho, o líder do PT duvidou como se poderia medir a qualidade das atividades de servidores que estão com salários defasados e sem condições de trabalho. “Não se pode medir desempenho sem qualidade do ensino, pois temos professores indígenas sem merenda e com três meses de salários atrasados”, afirmou o petista, criticando a perspectiva de demissões “por insuficiência de desempenho”.

Em apartes, os deputados Sílvio Costa (PMN) e Roberto Leandro (PT) apoiaram o pronunciamento de Isaltino. Eles também criticaram a gestão de Jarbas, “que não apresenta os resultados prometidos na campanha”.

Na defesa do Governo, falaram os deputados Henrique Queiroz (PP) e Sebastião Oliveira Júnior (PFL). O pefelista afirmou que não pretendia falar das ações do Governo Federal antes do tempo, “porque seria leviano”, mas lembrou que não era correto falar em contradições de Jarbas, porque o PT era contra a CPMF e hoje defende o imposto como prioridade e era contra as Medidas Provisórias e o presidente Lula da Silva editou 11 delas em 90 dias de Governo. Isaltino rebateu não aceitando a comparação e dizendo que o Governo Jarbas chegou aos 1.558 dias. “O que há é uma descontinuidade administrativa”, concluiu o petista.