Possibilidade de criar CPI do vale-transporte é analisada por comissão

Em 09/04/2003 - 00:00
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A Comissão Especial que está analisando a situação do sistema de transporte coletivo do Estado deverá unir esforços no sentido de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o comércio ilegal de vales-transporte. A iniciativa é do presidente do colegiado, deputado Nelson Pereira (PCdoB), que anunciou, ontem, durante visita ao município de Paulista, a realização de uma reunião com os demais integrantes da comissão para analisar a necessidade de abertura da CPI.

Segundo ele, se criada, a CPI investigará as denúncias sobre o envolvimento de empresas de ônibus na compra dos vales-transporte que foram recebidas durante os primeiros depoimentos prestados à comissão por parte dos representantes do transporte coletivo. “Vamos analisar a necessidade ou não de apurar, de forma mais aprofundada, esse fato”, disse.

Ontem, os integrantes do colegiado realizaram, na Câmara Municipal do Paulista, uma audiência pública com os prefeitos e representantes dos municípios da Região Metropolitana Norte. No encontro, eles conheceram os projetos de regulamentação do transporte alternativo já implantados pelas cidades de Itamaracá e Paulista e também foram informados sobre as ações que estão sendo implementadas em Olinda e Igarassu.

O prefeito de Paulista, Antônio Speck, e o secretário de Transportes do município, Ernesto Albuquerque, detalharam as etapas do processo de regulamentação. “Fizemos, inicialmente, foi realizado um estudo sobre o número de veículos, a capacidade do sistema etc. Em seguida, criamos as linhas que foram distribuídas entre os veículos com melhores condições. Regulamentamos 580 Kombis de um total de 1600 que circulavam. Agora, o alvará que permite o tráfego e é renovado de seis em seis meses”, relatou Speck. O prefeito ainda defendeu a realização de uma regulamentação conjunta do transporte alternativo entre todas as cidades da RMR.

O prefeito de Itamaracá, Marcos Augusto Cordeiro, também destacou como foi feita a ordenação das Kombis na ilha. Ele também defendeu a livre concorrência das empresas de transporte para garantir um melhor serviço e uma menor tarifa à população. Já em Olinda, segundo a representante da prefeita Luciana Santos, Valéria Macedo, o processo de regulamentação dos alternativos está em fase de estudo. “Iremos analisar se os alternativos se enquadrarão ou não no nosso sistema. Após isso, é que definiremos a forma adequada do ordenamento”, informou. O vice-prefeito de Igarassu, Severino de Souza, salientou que o município está aguardando as definições da discussão no Recife para iniciar os estudos para a localidade. Ele ainda defendeu programas de financiamentos para os “kombeiros” que não serão atendisdos pelas regulamentações.