A proposta do deputado Sebastião Oliveira Júnior (PFL) que prevê o voto fechado foi tema do pronunciamento do deputado Sílvio Costa (PMN). O parlamentar discordou de uma nota publicada na Folha de Pernambuco de ontem que diz que a proposta “se traduz em fraqueza, oportunismo e malandragem”. “O colunista Magno Martins cometeu uma injustiça não apenas com o autor do projeto, mas, principalmente, com esta Casa. São palavras muito duras. Na verdade, o que o projeto prevê é a independência deste Poder”, defendeu.
Em aparte, Fernando Lupa (PSDB) disse que apóia integralmente a proposta.
“Votei a favor da proposta do voto aberto, mas reconsiderei e vou votar favorável ao voto fechado porque acredito que o Plenário é soberano e precisamos garantir esse direito”, declarou. Em seguida, Costa observou que a sociedade não imagina como funciona a relação entre o Poder Legislativo e o Executivo. “O Poder Executivo é muito mais forte. A tática e a técnica do voto secreto é regimental para que o deputado tenha o direito de pensar, com o objetivo de evitar uma possível coação. O Parlamento tem que se respeitar. Não é a opinião pública quem deve pautar as ações do Parlamento”, acrescentou.
Maviael Cavalcanti (PFL) disse que seu voto “será sempre aberto e declarado, nos próximos quatro anos”, mas que o princípio da democracia precisa ser respeitado e, por isso, vai votar a favor do projeto. Em seguida, João Negromonte (PMDB) e Isaltino Nascimento (PT) se posicionaram contra a proposta de Oliveira e, conseqüentemente, à defesa de Costa. “Vou votar contra esse projeto porque acredito que a opinião pública não deve nos julgar apenas pelas nossas palavras e pronunciamentos, mas também pelo nosso voto”, disse Negromonte.
“Vossa Excelência está indo de encontro ao posicionamento de seu partido, que defende, nacionalmente, o voto aberto. Talvez, alguns se valham desse artifício para mostrar o seu descontentamento com o Governo, mas acredito que os que estão aqui devem se posicionar de forma clara, já que foram eleitos para defender o povo”, declarou Nascimento.
Ao final, Costa disse que “pior do que o voto fechado são as medidas provisórias. “Desde 1992 existe a MP, e os governantes têm feito uso dela.
Ainda assim, não vejo a imprensa criticar, como fez quando esse projeto”, concluiu.
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