Alf quer comissão permanente para a segurança

Em 03/04/2003 - 00:00
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O tema da violência voltou à pauta das discussões, ontem, no Plenário. O assunto foi levantado pelo deputado Alf(PDT), que apresentou uma sugestão que deve gerar polêmica: a criação de mais uma comissão permanente na Casa, com o objetivo de discutir o problema da segurança pública. O parlamentar sugeriu também que as discussões sobre negócios internacionais, que motivou a criação de uma comissão permanente, cuja proposta está em tramitação, fossem discutidos pela Comissão de Negócios Municipais, já existente. “Dessa forma, poderíamos criar uma comissão que, certamente, vai contribuir de forma efetiva no combate à violência, que é um problema prioritário, se comparado aos assuntos internacionais”, declarou.

O deputado lembrou que, na legislatura passada, foi instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou a violência no Estado, mas avaliou como “insuficiente” o trabalho realizado, pelo fato de ter um prazo determinado para conclusão. “Os deputados trabalharam muito, ouviram mais de 200 pessoas, elaboraram um relatório extenso e apresentaram propostas, mas, ao final dos trabalhos, os problemas continuaram. No caso de uma comissão permanente, a cobrança também é ininterrupta e surte mais efeito”, explicou.

Apesar de inusitada, a proposta do deputado contou com o apoio de um significativo número de parlamentares, que apartearam o discurso. O deputado João Fernando Coutinho (PSB) parabenizou a iniciativa do colega e disse que “aumentar o número de policiais e de Núcleos de Segurança não é suficiente”.

“Precisamos discutir esse assunto de forma ampla, apresentando sugestões para que o problema seja atacado em sua base, com investimentos na área de educação”, defendeu.

Os deputados Roberto Leandro (PT) e Moisés Filho (PL) questionaram o programa de segurança do Governo do Estado. “Qual a prioridade desse Governo? O deputado Sílvio Costa falava aqui, ontem, do Circuito Náutico, onde o governador vai investir R$ 7 milhões. Mas será que a população prioriza isso ou preferiria que os recursos fossem dirigidos para a área de segurança?”, questionou Leandro.

O deputado Cleiton Collins (PSB) também apoiou a proposta. Em um longo aparte, ele falou sobre as possíveis causas do alto índice de violência em todo o País.

Collins destacou a necessidade de uma “ação urgente”, tanto no âmbito estadual, quanto no federal. Antônio Figueirôa (PMDB) foi o mais otimista, citando o município de Santa Cruz do Capibaribe como exemplo de que a redução da violência é possível. “Algumas ações foram desenvolvidas lá e o número de crimes diminuiu”, ressaltou.