Comissão apura ações de grupos de extermínio

Em 21/03/2003 - 00:00
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A Comissão de Defesa da Cidadania visitará, na próxima semana, o município de Paudalho, na Zona da Mata Norte do Estado. A decisão, tomada ontem, na reunião do colegiado, deve-se a denúncias feitas pelo deputado Fernando Lupa (PSDB) relacionadas a ações de grupos de extermínio que agiam na região. As quadrilhas contariam com a participação “de integrantes das Polícias Militar e até do Exército, além de empresários receptadores de cargas roubadas”.

Lupa também fez referência a ameaças de morte contra o prefeito Marinaldo Macenas, de Chã de Alegria, distante 80 quilômetros do Recife. Há três meses, segundo o parlamentar, o prefeito é ameaçado por telefone. Os parlamentares da comissão vão tratar do fato com autoridades da Comarca de Paudalho, à qual Chã de Alegria é subordinada.

Além da questão dos grupos de extermínio, a Comissão de Cidadania discutiu, ontem, temas como o aumento do número de mulheres apenadas, a necessidade de instalação de mais Institutos de Medicina Legal (IMLs) no interior do Estado e o combate às drogas.

O colegiado, presidido pelo deputado Roberto Leandro (PT), também encaminhará o relatório da visita a Belo Jardim à Secretaria de Defesa Social e ao Ministério Público.

Durante a reunião, o deputado Heberte Gomes (PPS) propôs a realização de audiências públicas e seminários. Antônio Moraes ( PSDB) apelou para que o Governo Estadual admita os concursados da Polícia Civil e sugeriu a instalação de IMLs em Salgueiro, Caruaru, Serra Talhada e Floresta.

Jacilda Urquisa (PMDB) propôs uma visita à Colônia Penal Feminina do Bom Pastor, no Engenho do Meio. Ela tem informações do juiz das Execuções Penais, Adeíldo Nunes, sobre o crescimento do número de mulheres apenadas. Já o deputado Pastor Cleiton Collins comunicou a inauguração, ainda em março, da primeira clínica de triagem para recuperação de dependentes de drogas.

Guerra – Os deputados da Comissão de Cidadania também aprovaram uma moção de repúdio ao ataque dos Estados Unidos contra o Iraque. A comissão foi unânime em condenar e lamentar a eclosão do conflito, que “rasga o conceito de direitos humanos”, e decidiu encaminhar a moção ao Consulado dos Estados Unidos no Recife.