Na reunião plenária de ontem, o líder do PDT na Assembléia e vice-presidente da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça, deputado José Queiroz, discursou sobre a violência em Pernambuco. “Em 1998, Pernambuco registrou 4.428 assassinatos. Em 1999, foram 4.270 ocorrências. Em 2000, 4.890, e em 2001, 5.120 assassinatos. Esta realidade faz com que o Estado seja líder nacional em homicídios. A maior parte das vítimas são homens, jovens, que têm entre 15 e 24 anos”, disse.
Para se ter uma idéia, o número de mortes no conflito da Colômbia é em torno de 1.400 por ano, sendo que, de 1964 até hoje, morreram 50 mil colombianos. No último período de Carnaval, por exemplo, o Estado registrou entre 42 e 49 mortes. “Apesar desses números, não podemos analisar a violência de forma estatística, mas como conseqüência de uma realidade desfavorável, em que se presencia a falta de emprego, de uma educação de qualidade e de um eficaz aparelhamento da polícia”, ressalta o parlamentar.
De acordo com o político, o Governo pernambucano está sendo incapaz de criar condição de bem-estar e proteção social para seus cidadãos. Para Queiroz os instrumentos utilizados são ineficientes e a polícia está desaparelhada.
“Porém, o combate ao crime não depende apenas de uma polícia modernamente equipada, treinada e bem remunerada. Passa também pela prática de políticas públicas eficientes. Seria importante que, diante do Brasil, Jarbas aparecesse nas pesquisas de combate ao crime com os mesmos índices que o aprovam como governador. Além da insegurança, 50% da população local vive abaixo da linha de pobreza”, lembra.
No Rio de Janeiro, no período de Carnaval, houve 102 óbitos. Já em São Paulo foram 195. Segundo Queiroz, as estatísticas apontam que são assassinadas mais de 50 mil pessoas por ano no País. “Esses números superam a Guerra do Vietnã e outros conflitos mundo afora. Estamos numa guerra civil disfarçada e cada vez mais presente”, afirmou Queiroz.
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