O aumento nas tarifas públicas foi questionado pelo deputado Pedro Eurico (PSDB), que enfatizou a possibilidade das contas da Compesa sofrerem um aumento de 25%. “Essa medida comprometeria a imagem do próprio governador, e não vamos silenciar diante de questões tão importantes. O povo não tem como não pagar esse aumento”, explicou.
Eurico destacou que a perda inflacionária dos últimos doze meses foi de 9%, o que não justificaria o reajuste. “Tenho conhecimento de que há uma perda de 50% da água distribuída pela Compesa. Não podemos admitir que essa empresa queira resolver sua ineficiência, no tocante a sua produção, reajustando as tarifas”, acrescentou, sugerindo que a Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe) seja ouvida para prestar esclarecimentos sobre o assunto.
Em aparte, o deputado José Queiroz (PDT) disse que, antes de qualquer coisa, é preciso definir o papel da Arpe, que, “ao que parece, não faz nada”. Sílvio Costa (PMN) disse que o governador Jarbas Vasconcelos “não está preocupado com a qualidade de vida dos pernambucanos, nem com o possível aumento”. Pedro Eurico rebateu, dizendo que “tem certeza de que o governador está tão incomodado com essa tarifa pretendida pela Compesa quanto deve ter ficado o presidente Lula, ao ver os combustíveis aumentarem duas vezes”.
Ao final, o deputado foi aparteado por Henrique Queiroz (PPB), sugerindo que o presidente da Compesa venha à Alepe explicar aos parlamentares as justificativas para pleitear esse aumento. Eurico avaliou ser mais eficaz ouvir primeiro os representantes da Arpe e, caso seja necessário, ouvir a Compesa depois.
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