Maviael defende reforma política

Em 19/02/2003 - 00:00
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Em sua volta à Assembléia para exercer mais um mandato, o deputado Maviael Cavalcanti (PFL) defendeu, ontem, o reinício dos debates, em todo o País, pela implantação da reforma política, “para acabar com o fisiologismo praticado por alguns políticos, alguns dos quais foram eleitos recentemente por pequenas agremiações e já mudaram para partidos maiores”.

Cavalcanti fez uma reflexão sobre o período em que ficou afastado da Alepe, dizendo que muita coisa mudou no cenário mundial, nacional e local. Destacou o bipartidarismo na ditadura, dizendo, no entanto, que na época a situação era muito bem definida em termos partidários.

O parlamentar acha muito importante o atual momento nacional, quando se debate questões importantes como as reformas da Previdência e Tributária, louvando o empenho, tanto do Governo Federal quanto dos partidos (inclusive os de Oposição), no sentido de formar uma força capaz de mobilizar todas as correntes políticas, visando à aprovação das matérias.

Maviael Cavalcanti entende ser necessário que a Assembléia fique alerta para a discussão sobre a reforma política, capaz de criar condições para que os políticos exerçam suas atividades sem constrangimento.

Fernando Lupa (PSDB) e Sílvio Costa (PMN) apartearam Cavancanti. Enquanto Lupa concordava com a preocupação do colega em moralizar a categoria política com a reforma política, Costa discordava da extinção dos pequenos partidos, dizendo que “o País não devia ter apenas 36 partidos, mas até 500, porque todos têm os mesmos objetivos em seus programas sociais. A diferença está na ideologia”, frisou.

Maviael Cavalcanti lembrou, finalmente, que as maiores democracias do mundo não têm partidos em excesso. “São apenas dois ou três que agrupam tendências divergentes” ele lamentou casos de colegas que, “por força da nossa ultrapassada legislação política, deixaram de voltar a esta Casa por pouco mais de uma dezena de votos”, concluiu.