João Braga comenta polêmicas das reformas

Em 24/01/2003 - 00:00
-A A+

O deputado João Braga (PV) aproveitou a tranqüilidade dos últimos dias no Plenário para se posicionar a respeito da reforma na máquina administrativa do Estado. Segundo ele, o pronunciamento foi a quarta ou quinta oportunidade de ir à Tribuna discutir o assunto, em governos distintos, quando os servidores reivindicaram mudanças e não obtiveram êxito.

Citando episódios da época dos Governos Joaquim Francisco e Miguel Arraes, Braga fez uma comparação às recentes discussões, criticando a falta de profundidade nos debates das reformas. “Na época do projeto de venda de ações do Banco do Brasil, a matéria foi aprovada e as ações acabaram não sendo vendidas”, lembrou o parlamentar.

João Braga também citou o projeto de privatização da Celpe. “Os discursos mudaram ao longo dos anos. Quem era contra a privatização da Celpe depois ficou a favor de outras privatizações”, disse ele.

“Os servidores, esta semana, estavam aqui mobilizados em protesto às mudanças na escala e repasse de funções para as organizações sociais. Eles têm que mudar o discurso, do contrário sempre perderão”, avaliou Braga.

O líder do PFL, deputado Augusto Coutinho, alegou as dificuldades encontradas na administração dos Governos Jarbas Vasconcelos e que foram, segundo ele, superadas ao longo dos anos. “As mudanças são necessárias. Alguns servidores recebem muito e não trabalham. Por isso, é preciso um acompanhamento”, salientou Coutinho. Concordando com o pronunciamento de João Braga, o parlamentar Gilberto Marques Paulo (PSDB) afirmou a necessidade de modificações. “Entendo que é preciso uma reengenharia da máquina, mas a reforma apresentou falhas inegáveis”, disse Marques. Os deputados Israel Guerra (PSDB), Henrique Queiroz (PPB) e Hélio Urquisa (PMDB) elogiaram o pronunciamento de Braga.