Oposição acha que pressa em votação terá efeitos negativos

Em 22/01/2003 - 00:00
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“A pressa no exame do projeto e a urgência na aprovação da reforma administrativa terão efeitos negativos para o Estado de Pernambuco.” Essa foi a avaliação dos líderes da Oposição, durante a segunda votação do projeto do Governo do Estado. Eles criticaram, de forma veemente, a conduta da bancada governista, acusando a maioria de evitar o debate da proposta do Executivo e ignorar os apelos visando a uma maior reflexão sobre seus efeitos.

Nesse sentido, o deputado Sérgio Leite (PT) sustentou que o Legislativo “assumiu uma atitude precipitada, que vai causar danos irreparáveis ao Estado”.

O líder da Oposição, deputado José Queiroz (PDT), lembrou “que o projeto, por força de sua forma e equívocos, exigia um amplo debate, que não foi permitido pela pressão da maioria. Diante da restrição, acrescentou, “é lógico que a Oposição sentia-se no direito de advertir sobre as conseqüências da reforma para o Estado e registrar sua posição, que fará parte dos Anais da Casa”.

José Queiroz estranhou o modo como o Poder Executivo conduziu a proposta de reforma, impondo limitações ao debate sobre aspectos essenciais do projeto.

O líder oposicionista elogiou a postura do deputado Gilberto Marques Paulo (PSDB), que exigiu respeito ao Poder e defendeu a ordem jurídica, enquanto o deputado Jorge Gomes (PSB) acusou o Governo de fazer uma reforma “com base nas idéias superadas de Bresser Pereira, copiadas pelos teóricos do outro lado do rio”.

O deputado Carlos Lapa (PSB) lamentou que a Assembléia “tenha sido submissa ao Palácio aprovando uma reforma que só tem clareza no propósito de prejudicar o servidor”.

Carlos Lapa assegurou que “o Legislativo fica como cúmplice da pressa, do autoritarismo e arrogância do Executivo”, argumento também usado por Sérgio Leite e Nelson Pereira (PCdoB).