Assembléia abre espaço para a juventude

Em 19/12/2002 - 00:00
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A juventude de Pernambuco teve espaço aberto na Assembléia Legislativa. A Comissão de Defesa da Cidadania realizou, na manhã de anteontem, uma audiência pública para discutir o tema “Juventude, Ética, Paz e Cidadania”. Durante a reunião, representantes de várias entidades discutiram a participação do jovem na elaboração de políticas para a juventude.

De acordo com os participantes, a juventude brasileira enfrenta problemas graves. O principal deles é a violência, que cresceu muito entre essa parcela da população. Outros fatores são o uso de drogas e a falta de uma educação de qualidade. No início do mês, aconteceu o Festival da Juventude, em que os jovens puderam participar de atividades lúdicas, palestras, debates e várias oficinas.

Para o coordenador de Cultura de Paz da Unesco em Pernambuco, Sérgio Murilo, a principal meta é “fazer com que o jovem pense e proponha alternativas”. Essa audiência foi o primeiro encontro após o Festival da Juventude. E, como ocorreu no festival, a presença dos adolescentes foi sig-nificativa.

A Unesco tem uma atividade de grande importância em Pernambuco. É o Projeto Escola Aberta, em parceria com a Secretaria de Educação e Cultura do Estado, que abre as escolas públicas nos finais de semana para desenvolver atividades culturais. Essa ação tem ajudado a diminuir os índices de violência entre os jovens, por oferecer a eles a chance de desenvolver uma atividade, ficando longe da ociosidade.

O vereador de Olinda e coordenador do Centro Dom Hélder Câmara, Marcelo Santa Cruz, defendeu a elaboração de uma forma de comunicação com os jovens, classificados por ele como agentes transformadores da sociedade. Durante seu discurso, relembrou a atuação da juventude durante os anos amargos do golpe e da ditadura militar no Brasil. E repetiu uma frase dita em 1969: “Jovem, eu te quero jovem”. A proposta era manter vivo o espírito participativo juvenil nas decisões políticas.

O deputado e presidente da Comissão de Defesa da Cidadania, João Braga (PV), registra a importância de os adolescentes se reunirem para tratar de políticas públicas dirigidas a eles. “Os jovens representam uma resistência porque pagaram um preço muito alto, sobretudo com a falta de um ensino público de qualidade”. “É muito significativa a participação deles em decisões importantes”, completou.