Política de informática do Estado é debatida em audiência na AL

Em 12/12/2002 - 00:00
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A política pública de informática em Pernambuco. Esse foi o assunto de uma audiência realizada, ontem, pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Informática (CCTI) da Assembléia Legislativa. A reunião foi pedida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Fomento da Informática do Estado de Pernambuco (Fisepe).

As principais discussões giraram em torno da situação da Fisepe, empresa que ficou ameaçada de extinção; a questão dos contratos temporários da maioria dos empregados e o funcionamento da informática na máquina pública. “O uso adequado da informática no sistema público possibilita um atendimento rápido e qualificado à população”, disse o diretor de Informática do sindicato dos empregados da Fisepe, Massias Melo.

Ao lado do diretor do sindicato, também estiveram na mesa de discussão o presidente da Fisepe, Antônio Farache, e o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Cláudio Marinho. Para Antônio Farache, o debate foi muito importante porque, “desde 1974, a empresa vinha ameaçada de extinção”.

Ele cobrou a formação de uma política de informática adequada para o Estado.

Outro ponto considerado como deficiente no sistema é a inexistência de um modelo de gestão da informática pública e os papéis dos diversos órgãos do Governo, já que a Fisepe opera em todos esses setores.

Apesar dos problemas, a Fisepe, segundo Farache, tem realizado muitos trabalhos no Estado e conquistado destaque. Alguns deles foram a implantação de um programa de informatização da Secretaria Estadual de Educação e Cultura.

Pernambuco também foi o primeiro Estado a implantar um sistema de informática integrado nos órgãos estaduais e o uso da videoconferência no julgamento de presos pelo Tribunal de Justiça.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Cláudio Marinho, destacou o avanço da informática em Pernambuco. “O modelo em funcionamento tem alguns ajustes a serem feitos, mas devemos reconhecer suas contribuições com ao Estado”.

O presidente da CCTI, deputado Sérgio Leite (PT), reconhece os avanços, mas admite, também, os “atropelos” no decorrer da implantação do programa. “A falta de diálogo não pode ser o motivo de tantos problemas”, disse. Ele declarou que o espaço sempre estará aberto para as discussões.