Por sugestão do deputado Paulo Rubem Santiago (PT), o Grande Expediente da reunião de ontem, foi dedicado ao debate sobre o lançamento do livro Desafios do Crédito Popular, uma produção coletiva do Centro Josué de Castro (CJC). A iniciativa tem como objetivo discutir a ampliação da oferta e da qualidade do microcrédito, instrumento fundamental para geração de emprego e renda. Foram analisados dois projetos: o Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger) Informal, mantido com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o Fundo Rotativo de Ação da Cidadania do Recife Metropolitano.
A pesquisa ouvir as queixas e sugestões de 700 empreendedores de quatro cidades: Recife, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe e Itamaracá, que representam uma amostra significativa da Região Metropolitana. Eles receberam assessoria e participaram de oficinas. A principal reclamação apresentada foi a da falta de crédito contínuo para garantir a produção sistematizada o ano todo.
“Para nossa satisfação a questão da distorção na oferta do crédito, com a disponibilidade sazonal, está sendo superada nos bancos do povo das prefeituras de Recife e de Olinda e na Agência do Trabalho no atendimento à área metropolitana”, comemorou Alzira Medeiros, pesquisadora que ficou responsável pela apresentação do livro.
Também foram tratados problemas como as exigências dos bancos para conceder crédito, as altas taxas de juros e a burocracia de acesso aos recursos. Na abertura do debate, Santiago lembrou que a realidade continua cruel para quem deseja produzir já que os juros sobem muito e o crédito fica mais escasso e caro. Lembrou que o diagnóstico apresentado pelo Centro Josué de Castro com o livro, pretende contribuir para construção do crédito popular na perspectiva de assegurar políticas públicas dignas para integrar parcela significativa da população excluída. O deputado Ranilson Ramos (PPS) parabenizou Santiago e o CJC pela iniciativa do debate e o lançamento do livro e destacou a importância de um isenção de tributos federais para a manutenção dos setores informais, que absorvem muita mão-obra.
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