As afirmações do deputado federal eleito Maurício Rands (PT), insinuando ter havido parcialidade de alguns juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) nas eleições de 6 de outubro, provocaram reação do deputado Guilherme Uchôa (PDT).
Na reunião plenária de ontem, ele condenou a sugestão de Rands de que o TRE deve ter composição, predominantemente, de juízes federais. O petista entende que isso evitaria influências nos julgamentos.
Uchôa defendeu com firmeza a integridade dos juízes, ressaltando que o TRE é uma instituição centenária e em toda a sua existência nunca foi maculado por comportamento irregular dos magistrados. Qualificando de inoportuno o posicionamento de Maurício Rands, disse que o deputado eleito prestaria um grande serviço à comunidade revelando a identidade de juízes que teriam agido incorretamente. Ao mesmo tempo, o parlamentar pedetista fez referência ao desembargador Jovaldo Nunes, que, em reunião na Câmara Cível, ontem, protestou contra Rands. Mesma posição foi seguida pelo desembargador José Fernandes de Lemos, presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Pernambuco (Amepe). A entidade quer que Rands aponte as irregularidades praticadas e os nomes dos juízes.
Ao encerrar o pronunciamento, Guilherme Uchôa foi incisivo: “Desconheço qualquer candidato prejudicado em 6 de outubro e, portanto, seria bom que o deputado eleito Rands fosse mais objetivo”, apontando nomes e não generalizando. “Prestaria grande serviço ao Poder Judiciário. Em Pernambuco, jamais se ouviu falar em fraude eleitoral”, disse.
Terreno – Outro ponto abordado pelo deputado pedetista foi a questão envolvendo a Prefeitura de Abreu e Lima e a empresária Maria de Lourdes Henrique da Silva. De acordo com declarações prestadas à imprensa, ela possuía terreno no município e ao retornar de viagem, encontrou no local a construção de um Núcleo de Segurança Comunitária, de responsabilidade da Secretaria de Defesa Social do Estado.
A empresária foi à Justiça reivindicar reintegração de posse e indenização, mas, segundo Guilherme Uchôa, isso não ocorreu. Ele assegura que a Prefeitura nada tem a ver com o caso, pois trata-se de obra estadual.
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