Moraes lembra na Assembléia os 13 anos sem o Rei do Baião Os treze anos da morte do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, transcorridos no último dia dois, foi o tema do pronunciamento do deputado Antônio Moraes (PSDB). “Ele, tal qual um Dom Quixote de La Mancha, montado no rocinante da sua imaginação delirante, do seu coração abrasador de calor sertanejo, sem escudeiro, sem lança aguilhada, conseguiu derrubar, sozinho, moinhos de vento, avalanche de guerreiros, exércitos de mouros, da indiferença nacional, do descrédito ao Nordeste, no Sul do país, e dos preconceitos contra nós, nordestinos”, discursou o parlamentar.
Moraes lembrou da origem humilde do sanfoneiro, que nasceu em Exu, e destacou a importância de que sua história permaneça viva na memória do povo pernambucano.
“A sobrevivência mística, emocional, carismática de Luiz Gonzaga depende de nós, depende do Sertão, depende do Nordeste. Gonzaga não morreu porque continua vivo no testemunho do amor, emoções, carinho, da religiosidade afetiva que dedicou à terra, ao povo, aos animais e a tudo que era sertão”, acrescentou.
Em aparte, o deputado Gilberto Marques Paulo (PSDB) falou de sua convivência com Luiz Gonzaga, de quem foi amigo, e lembrou das homenagens prestadas pelo deputado Antônio Moraes ao sanfoneiro, nos dois primeiros anos de mandato. “Só não entendi por que as homenagens não se repetiram, na mesma proporção, este ano”, questionou. “Com as duas homenagens que fiz a Luiz Gonzaga consegui alcançar o meu objetivo, que era ver seu nome lembrado, e este ano, ele já foi homenageado várias vezes”, explicou Moraes.
O deputado Geraldo Coelho (PFL) também aparteou o discurso de Moraes e enalteceu a defesa constante que Gonzaga fazia do Nordeste. “A figura do Rei do Baião não pode ser esquecida, deve ser nossa bandeira de luta. Um dos maiores orgulhos em minha vida política é ter dado um título de cidadão petrolinense a Gonzaga, quando fui prefeito daquele município”, destacou. Ao final de seu discurso, o deputado Antônio Moraes enalteceu, mais uma vez, a memória do sanfoneiro. “Luiz Gonzaga não morreu. Para a Igreja, que confessa e crê na Ressurreição, a vida é mudada, não é tirada. Não morre um homem que vive no coração do povo”, concluiu.
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