Modelo de gestão para Ginásio será debatido O novo modelo de gestão do Ginásio Pernambucano (GP) teve desdobramentos, ontem, na Assembléia Legislativa. A Comissão de Educação da Casa, presidida pelo deputado Gilberto Marques Paulo (PSDB) anunciou a realização de uma audiência pública para tratar do assunto.
Em pronunciamento na Tribuna, o líder do PT, deputado Paulo Rubem, prestou sua solidariedade e compromisso com toda a comunidade do GP na luta pela manutenção do sistema de gestão democrática da instituição. “Não se trata de corporativismo ou vaidade jurídica. O modelo de gestão democrática das escolas é assegurado de maneira clara nas constituições Federal e Estadual”, ressaltou o parlamentar.
Para Rubem, é preciso não só devolver a administração da instituição à rede de ensino pública como também garantir o vínculo dos estudantes e professores com todo o aparato pedagógico do GP. “É preciso discernir o público do privado sem dar margem da chamada área cinzenta. Até porque esse projeto ainda prevê a apropriação de outras escolas do Estado, acabando com o todo um projeto pedagógico e estabelecendo uma simples relação de emprego e salário com o corpo docente”, afirmou o deputado.
O líder petista disse que é preciso garantir a soberania do ensino e o acesso público ao mesmo. “Esse processo de privatização é de cunho político-ideológico e visa acabrestar os princípios educacionais. Seria elogioso se empresas como a Philips e a Odebrecht, ao invés de se apropriar do patrimônio público, criassem uma fundação de apoio a educação. É preciso os estudantes e professores irem às ruas para conclamar por um ensino público gratuito e de qualidade”, afirmou Rubem.
Em aparte, o presidente da Comissão de Educação da AL, deputado Gilberto Marques Paulo manifestou a sua preocupação com o futuro do Ginásio Pernambucano. “O ensino público é preponderantemente obrigação, dever indeclinável do Estado. Não tenho nenhuma ojeriza priorística no tocante a uma parceria com a iniciativa privada, desde que as regras do jogo fossem claras”, colocou o parlamentar.
Marques Paulo disse ser injustificável que uma matéria dessa magnitude chegasse à Casa só quando da reinauguração do GP. “Esse assunto não poderia ficar entregue a uma saudação do meio privado, sem que nenhum dos órgãos estatais se pronunciassem. As coisas devem ser tratadas com equilíbrio e nenhuma decisão deveria ser tomada sem a participação dos alunos e funcionários e sem a realização de uma audiência prévia indispensável no Conselho de Educação do Estado”, falou o deputado.
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