Novo modelo do GP gera protestos na AL

Em 28/06/2002 - 00:00
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Novo modelo do GP gera protestos na AL O novo modelo de administração do Ginásio Pernambucano, anunciado na última terça-feira, durante a reinauguração do prédio, mobilizou deputados de diferentes partidos – tanto da Oposição quanto da bancada governista. De acordo com a proposta do Governo, será realizado um concurso para o preenchimento de vagas dos corpos docente (40) e discente (1.000). Vários parlamentares ocuparam a Tribuna para defender a continuidade da gestão pública do ginásio, em apartes ao deputado Paulo Rubem Santiago (PT), que levantou o assunto na tarde de ontem. Santiago anunciou que, se for preciso, vai recorrer junto ao Ministério Público para assegurar a continuidade do caráter público do GP.

“O que se anuncia é, na verdade, uma intervenção privada que passa por cima da Lei de Diretrizes e Bases, da Constituição Estadual e desta Casa, inclusive.

Vamos tomar as providências necessárias para impedir que a privatização aconteça”, disse Santiago. De acordo com as matérias publicadas nos jornais e citadas pelos parlamentares, quem vai administrar a escola, a partir do ano que vem, é a Associação dos Parceiros do Ginásio Pernambucano, uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip). Na prática, Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco (Chesf), Phillips, ABN Amro Bank e Organização Oderbrecht, instituições que investiram R$ 2 milhões na recuperação do prédio do GP, serão os gestores, em parceria com o Governo do Estado.

Em aparte, o deputado Jorge Gomes (PSB) disse que além dos pronunciamentos e apartes realizados na Casa, é importante que os deputados se unam à classe estudantil e aos professores e funcionários do ginásio para defender a manutenção da função do Estado, que é a de gerir as escolas públicas.

Os deputados Sérgio Leite (PT), Guilherme Uchôa (PDT), Nélson Pereira (PCdoB), Roberto Liberato (PFL) e João Braga (PV) também apartearam o deputado. Braga disse que acredita ser um “mal entendido”, que será explicado pelo governador.

“Não quero acreditar que depois de esperarmos durante tanto tempo por esta reforma, que num momento de glória para a história de Pernambuco, o governador tome uma atitude dessa”, acrescentou.

Já o vice-líder do Governo, deputado Roberto Liberato (PFL), defendeu a criação de uma comissão, formada por deputados dos diversos partidos que compõem a Casa, para solicitar audiências com o secretário de Educação, Francisco de Assis, e com o próprio governador, Jarbas Vasconcelos, no sentido de esclarecer a mudança proposta.

Paulo Rubem concluiu defendendo o cumprimento da Lei de Diretrizes e Bases.

“Não há como darmos as costas às conquistas que essa lei trouxe à educação. É construindo leis como esta e colocando-as em prática que vamos construir uma sociedade justa”, disse.