Violência preocupa Gurgel

Em 06/06/2002 - 00:00
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Violência preocupa Gurgel O presidente da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, deputado Garibaldi Gurgel (PMDB), externou sua preocupação com os altos índices de violência em todo o Brasil, obrigando a sociedade a viver “num ambiente de guerra civil”. O desabafo foi feito durante o Seminário sobre Violência realizado na AL.

Para ele, os reflexos da insegurança atingiram a saúde pública, levando a sociedade a tentar compreender o fenômeno da insegurança “numa visão intersetorial, chamando a atenção para a realidade em toda sua complexidade”, disse.

Na condição de médico, atuando há mais de 30 anos numa das regiões mais pobres e violentas (a Mata Sul), Gurgel testemunha a situação “de barbárie em que vive a população”. Por isso, entende que os debates acerca da violência transitam por questões sociais e econômicas, entre as quais o déficit habitacional, o desemprego e a concentração de renda. E sentencia: “Na verdade é problema do solução a longo prazo”.

O deputado peemedebista lembrou a “verdadeira revolução” que ocorre no campo da medicina, com procedimentos inovadores no tratamento de enfermidades que até pouco tempo não apresentavam perspectiva de cura. Hoje o combate às patologias ocorre através da prevenção, imunização, saneamento e exames de rotina. Mesmo assim, essas ações “são insuficientes para reduzir internações e óbitos em todo o Brasil, pelo crescimento da violência como causa de mortes, hoje na segunda colocação, perdendo apenas para as doenças do aparelho circulatório”.

Depois de fazer referências ao Seminário, ele se revelou “atônito com a estatística indicando 130 mil óbitos anuais, por alguma forma de violência”.

“Na verdade, trata-se de um problema, um desafio de todos e somente com a participação geral poderemos adotar medidas efetivas para solucioná-lo”, concluiu.

Os deputados Sérgio Leite (PT) e José Marcos (PFL) fizeram apartes ao deputado, parabenizando-o pela iniciativa de levantar o assunto na Casa. “A violência tem que ser combatida de forma veemente. Onde não há a presença do Estado, o atendimento ao cidadão e os direitos básicos do ser humano não são respeitados, é facilmente constatado o avanço da violência”, disse Leite. O deputado José Marcos solicitou a união de todos os deputados na luta contra a violência, “para que possamos melhorar a qualidade dos serviços prestados nessa área”, acrescentou.