Falta de esgoto sanitário nas cidades preocupa Tenório O deputado Ulisses Tenório (PTB) revelou, ontem, suas preocupações com o esgotamento sanitário nas grandes cidades, observando que nos últimos anos a Organização das Nações Unidas (ONU) realizou uma série de conferências, debatendo a questão em nível mundial e abrangendo as áreas econômica, social e ambiental.
Foram realizados eventos de porte, entre os quais a Eco-92, no Rio de Janeiro; População e Desenvolvimento, Cairo, 1994; Desenvolvimento Social, Copenhagem, 1995; Conferência sobre as Mulheres, Beijin, 1995; seguindo-se encontros mundiais em Istambul e Nova Iorque.
Da Conferência Sobre a Pobreza no Recife e Fortaleza, em março de 1996, resultou uma Carta de Compromissos para a conferência em Istambul, onde foi elaborada a Agenda Habitat e os posteriores encontros em Florença e Costa do Marfim.
Ulisses Tenório registra que os frutos desses trabalhos “são os novos conceitos de desenvolvimento humano, pobreza humana, produtividade urbana, governabilidade, desenvolvimento local, participação e sustentabilidade.” Ele vê, como preocupação básica da Agenda Habitat, a melhoria da qualidade de vida nos assentamentos humanos, que têm profundas repercussões na vida cotidiana e no bem-estar das populações: “O objetivo maior foi com habitação adequada para todos, num mundo em processo de urbanização. As preocupações da Agenda Habitat se assemelham à situação da maior parte das cidades e regiões pernambucanas”, disse.
O deputado petebista considera a Agenda 21, resumo consensual das 179 nações envolvidos nas questões ambientais, econômicas e sociais, “um plano de ação estratégico, constituindo a mais ousada e abrangente tentativa de promover, em escala mundial, novo padrão de desenvolvimento”. Por isso, defende que todos os municípios pernambucanos utilizem os indicadores ambientais (doenças hídricas, poluição do ar, qualidade da água dos rios, lixo, etc.), a partir das escolas primárias, criando assim uma cultura em cada criança, enfatizando que entre os piores índices em Pernambuco, “figura o esgotamento sanitário, com somente 34% de domicílios urbanos ligados à rede coletora”, concluiu.
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