Rubem critica assistencialismo feito pelo prefeito de Jaboatão

Em 24/05/2002 - 00:00
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Rubem critica assistencialismo feito pelo prefeito de Jaboatão O líder do PT, deputado Paulo Rubem Santiago, lamentou, ontem, mais uma vez, Jaboatão dos Guararapes ter voltado às manchetes dos jornais de forma negativa, com denúncias de irregularidades na liberação de recursos do gabinete do prefeito Fernando Rodovalho (PSC) e da Câmara dos Vereadores. “Infelizmente, mais uma situação de desvio de finalidade, com uso de verbas que deveriam ser destinadas ao Fundo Municipal de Assistência Social, de acordo com a Lei Orgânica da Assistência Social”, afirmou Santiago.

De acordo com o parlamentar, conselhos e associações de moradores foram usadas como recebedoras de recursos e, muitas delas, não receberam os valores indicados no Diário Oficial. Só à Câmara dos Vereadores, segundo ele, transferiu mais de R$ 100 mil. “O absurdo é que a Lei Orçamentária para 2002 destinou R$ 5,12 milhões para o gabinete do prefeito e apenas R$ 810 mil para o Fundo de Assistência Social”, criticou Santiago, acrescentando que esses desvios só alimentam o “mais barato assistencialismo patrocinado pelo prefeito”.

Santiago recordou que, no último dia 1º de abril, já tinha solicitado ao Ministério Público a apuração de irregularidades em Jaboatão. Diante da comprovação de novas denúncias, o deputado afirmou que vai interpelar a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público para que tome as providências, no sentido de determinar a transferência dos recursos do gabinete para o Fundo de Assistência Social.

Em aparte, o deputado Geraldo Melo (PMDB) afirmou que essa denúncia é apenas “uma ponta do ‘iceberg’ da corrupção que se instalou em Jaboatão, na administração de Rodovalho”. “A distribuição dos recursos é feita pela primeira-dama para aproveitamento de parte dos vereadores, e a preocupação do prefeito é fazer politicagem”, afirmou Melo.

Santiago lembrou que outra irregularidade é a previsão de R$ 2 milhões para bolsas de estudos a partir do gabinete do prefeito, enquanto o município perde R$ 420 mil com a Lei do Fundef, por não universalizar o ensino fundamental.