Prefeitura não cumpre promessa O impasse estabelecido entre o prefeito de Paulista, Antônio Speck (PMDB) e o Sindicato dos Servidores do Município na negociação sobre o reajuste salarial da categoria foi criticado pelo deputado Sérgio Pinho Alves (PSDB). O parlamentar lembrou que o funcionalismo chegou a suspender a greve na semana passada após aceitar a proposta do prefeito de correção salarial de 8% para todos, com exceção apenas dos professores, que receberiam 16%. “Depois de ter firmado acordo, o prefeito voltou atrás e disse que só concederia 16% para os professores do ensino médio, em completo desacordo com a legislação que determina índice igual para todos os educadores”, destacou Pinho Alves.
De acordo com o deputado, o prefeito ainda tentou justificar que não tinha definido a extensão do reajuste para todos os professores e que o sindicato teria entendido mal.
“O sindicato realizou uma auditoria e verificou que em janeiro deste ano o comprometimento das receitas era de 39% e em fevereiro era menor ainda, 36%, quando a LRF permite até 54%”, ressaltou Pinho Alves. O deputado tucano recordou que a Prefeitura “não tem motivos para estar com problemas financeiros”, já que o ex-prefeito Geraldo Pinho Alves, quando saiu do cargo por problemas de saúde, em 30 de novembro de 2001, deixou o caixa do Executivo com quase R$ 1 milhão e com as folhas de pagamento em dia.
“O Sindicato dos Servidores reforçou um pedido de informações ao prefeito, que tem 72 horas para dar explicações sobre os saldos disponíveis nos cofres da prefeitura no final de 2000, de 2001 e nos primeiros três meses deste ano. Se as respostas não forem satisfatórias, o caminho será a intervenção da Justiça”, concluiu Pinho Alves.
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