Queiroz critica novo mínimo e exclusão de 50 milhões no País

Em 03/04/2002 - 00:00
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Queiroz critica novo mínimo e exclusão de 50 milhões no País O líder da Oposição, deputado José Queiroz, condenou ontem, na Assembléia Legislativa, a decisão do Governo de fixar em duzentos reais o salário mínimo, pois o País não pode conviver com a concentração da riqueza e o empobrecimento do trabalhador. Argumentou que o Brasil é a nova potência econômica do mundo e registra um percentual de 50 milhões de excluídos, uma situação inaceitável.

José Queiroz esclareceu que o país vem sendo dirigido há quase oito anos por um sociólogo, tido como homem de esquerda, comprometido com o social, mas em nada avançou na correção das desigualdades sociais. “Ao contrário – explicou – vem se repetindo a receita da época do autoritarismo, quando os tecnocratas falavam da necessidade de fazer o bloco crescer, depois dividir, e nada de concreto aconteceu”.

O deputado Carlos Lapa (PSB), em aparte, sustentou que o salário mínimo precário, que não atende as necessidades do trabalhador, é culpa do modelo econômico excludente. Assegurou que falar em aumento é uma hipocrisia, sobretudo em Pernambuco, onde o Governo não atende as reivindicações dos servidores.

O deputado Jorge Gomes (PSB) lembrou que a decisão do Governo reflete uma tendência do modelo neoliberal, do esquema que foi montado sob pretexto de combater as oligarquias no País. “Na verdade – sustentou – o país tem um intelectual, um sociólogo, desligado das oligarquias tradicionais, mas comprometido com os grupos que comandam o sistema financeiro internacional.

Esta nova oligarquia – invisível e distante – sustenta a política de baixos salários, empobrecimento e desigualdade”, disse.

José Queiroz incorporou os apartes e alertou que o modelo de exclusão social, de políticas sociais compensatórias, já arruinou a Argentina, a Bolívia, afeta outros países do continente, e deve ser tentada uma rotura completa com o sistema neoliberal. Ele lamentou que as lideranças do País estejam submissas aos ditames da cadeia sob o comando de Malan e outros tecnocratas mantidos pelo Governo Fernando Henrique.