Deputados discutem pólo de informática

Em 21/05/1999 - 00:00
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A criação de um programa de apoio à competitividade das empresas de Informática no Estado e de linhas de suporte à consolidação de um pólo foram as principais reivindicações apresentadas por Roberto Monteiro, presidente da Associação das Empresas de Software e Serviços de Informática em Pernambuco – Assespro.

Atendendo ao convite do deputado Garibaldi Gurgel (PSB), presidente da Comissão de Ciências, Tecnologia e Informática, ele compareceu ontem pela manhã à reunião ordinária no Plenarinho II.

O presidente da Assespro externou sua preocupação com a pequena participação das empresas aqui sediadas no fornecimento de serviços ao Governo pernambucano.

Isso ocorre devido ao fato de o Governo comprar serviços de empresas de fora.

Por conta disso, Roberto Monteiro defende uma parcela maior dos negócios a quem aqui se estabeleceu. “Nada mais justo – realça – numa política de apoio firme ao setor, partindo principalmente do Governo, sem dúvida um cliente de peso”.

Outra proposta apresentada por ele envolve a criação de um shopping de informática, no qual tanto o Estado quanto a iniciativa privada encontrariam soluções integradas. Um diagnóstico dos sistemas fotovoltaicos instalados na zona rural pernambucana foi apresentado pelo professor Heitor Costa, do Núcleo de Apoio a Projetos de Energia Renováveis. Pernambuco lidera tanto em unidades como em potência instalada, em termos nacionais, a utilização de energia solar para atender a comunidades isoladas na zona rural. Porém, mais de 30% desses sistemas encontram-se sem funcionar em face da falta de manutenção. “Tal serviço deveria ser prestado pela Celpe”, esclareceu Heitor Costa, manifestando temor de que, passando para a iniciativa privada, uma vez negociada a empresa energética, o quadro se agrave ainda mais.

Na oportunidade, Heitor Costa solicitou aos parlamentares estudo de uma solução para o caso da manutenção comprovadamente deficiente. Inclusive, ele lembrou um detalhe importante: o alto índice de paralisação do sistema impõe às comunidades beneficiadas deficiência no abastecimento d’água, na medida em que a energia é utilizada no bombeamento de poços.

Os deputados Gilberto Marques Paulo (PFL), Luciana Santos (PC do B) e Fernando Lupa (PSB) participaram da reunião. (Antônio Azevedo)