Antônio Moraes (PSB) “Acredito que a Comissão deve cobrar um posicionamento da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal em relação às denúncias de agressão e recebimento de toco feita pelos kombeiros. Gostaria de saber se há um estudo econômico sobre a viabilidade do setor após a regulamentação, quando passarão a ser exigidos cumprimento de horário e certas rotas, definição de pontos de parada e circulação de linhas de madrugada. Também faço um apelo ao sindicato para que os kombeiros que atuam em Itamaracá tenham mais respeito pelos motoristas de carro de passeio”.
Paulo Rubem Santiago (PT) “O depoimento do Sindkombi irá subsidiar a qualificação da padronização, regulamentação das linhas, formas de atuação e fiscalização do sistema alternativo. Sugiro uma audiência pública com os órgãos citados pelo sindicato para apurar as denúncias de abuso de poder, extorsão e apreensão irregular de veículos. Solicito ainda ao sindicato que apresente uma minuta relacionando cada item importante colocado nesta reunião, para que possamos aperfeiçoar o projeto, garantindo a qualidade e a preservação do serviço”.
Antônio de Pádua Toquinha (PTB) “Considero oportuno o projeto de Paulo Rubem, cabendo à Assembléia a responsabilidade de encontrar um denominador comum para organizar o sistema. Acredito que sem o transporte alternativo torna-se inviável a geração de emprego e renda, principalmente no Interior. No Sertão Central, o pessoal é sindicalizado e presta relevante contribuição à sociedade.
Mas sabemos da existência de abusos e estamos preocupados com o índice de corrupção. Temos que ver o interesse do projeto em benefício dos usuários, mas dentro dos princípios de legalidade”.
Augustinho Rufino (PSDC) “Na minha região (Agreste), o alternativo é a eficiência. Mas, às vezes, os motoristas desrespeitam os passageiros e esquecem que estão transportando seres humanos, juntando gente com porco e bode. Na regulamentação, é importante que se formem consórcios de certos municípios, com uso de selo padronizado e autorização de registro pela prefeitura. Também é necessário que o projeto de regulamentação se adeque e não se fira a lei maior (Código Nacional de Trânsito)”.
Sebastião Rufino (PFL) “Conheço o transporte alternativo de perto, pois comandei o Batalhão de Trânsito na Região Metropolitana e o antigo Batalhão de Polícia Rodoviária. Os empresários do sistema de transporte coletivo reclamam, mas eles só observam a situação da área metropolitana e se esquecem que os mesmos deram condições para o surgimento das kombis. Nas duas ocasiões em que dirigi o Detran, nós liberávamos placas de aluguel para kombis solicitadas pelos municípios de acordo com suas necessidades. Acredito que o Governo do Estado e os diferentes setores interessados na questão têm que apoiar a causa, pois a solução depende de vontade política”.
Hélio Urquisa (PMDB) “Acho o projeto substancial e bem embasado, sendo necessária uma regulamentação acurada, que atenda aos anseios de todas as partes. É melhor fiscalizar o transporte alternativo com norma do que sem qualquer embasamento jurídico. Olinda enfrentou um problema com os kombeiros, tempos atrás, sendo vítima da regulamentação do serviço em Paulista. A cidade acabou virando corredor de tráfego e sofrendo toda a carga de fluxo e indisciplinamento das kombis. O fato levou a prefeitura a liberar apenas a PE-15 para as kombis, vetando sua circulação nas avenidas Getúlio Vargas, Carlos de Lima Cavalcanti e Carlos Gueiros”. (S F)