Autor da proposta para a realização do encontro em Caruaru, o deputado José Queiroz (PDT) disse que a intenção foi “abrir o debate com a população do Agreste”. Para ele, a iniciativa quebra a distância entre o Poder e o povo. “É preciso acabar com a prática de só se tomar decisões em confortáveis gabinetes”, observou o líder pedetista.
“Esse espaço foi aberto para que as lideranças locais e regionais possam se pronunciar sobre os problemas da região”, afirmou. Queiroz lembrou que Caruaru estava em festa, pelos seus 142 anos de emancipação política, mas que os deputados tinham vindo à “Capital do Agreste” para trabalhar. “Ficar na AL, nas Câmaras e nos gabinetes de Brasília afirmando que falta água, luz, educação e saúde é fácil. De projetos o Brasil já está cheio”, desabafou.
Para ele, as soluções devem ser pensadas para toda a região, e não apenas para Caruaru. “O Legislativo deve servir de instrumento para a concretização de políticas conjuntas, que englobem todos os municípios da região”.
O deputado Roberto Liberato (PL) também mostrou sua preocupação com a situação do Agreste. “É preciso impor ao Governo federal que destine recursos para a solução do problema do abastecimento na região”. A “discriminação” sofrida pelo Estado, com relação à distribuição de recursos pelo Governo federal, foi apontada pelo deputado Garibaldi Gurgel (PSB) como “uma questão a ser enfrentada”. Para Antônio Moraes (PSB), a barragem do Jucazinho é a solução para o abastecimento no Agreste. Augusto César (PSDB) disse que “precisamos resolver nossa convivência com a seca. Caso contrário, vamos sobreviver de migalhas”. Para Jorge Gomes (PSB), só a mobilização popular pode reverter a situação do País. “Não há políticas regionais por parte do Governo federal”.
(Marconi Glauco)