Síndico de usina é alvo de novas denúncias

Em 15/05/1999 - 00:00
-A A+

Os últimos depoimentos prestados à CPI da Usina Catende trouxeram novos dados sobre as denúncias contra a administração do síndico Mário Borba. Na quinta-feira passada, o vereador e ex-funcionário da usina, Severino Ramos, o ex-contador Marcondes Nogueira e o ex-gerente financeiro Maurício José de Almeida foram sabatinados pelos componentes da Comissão Parlamentar.

O depoimento de Severino Ramos era o mais aguardado da noite e provocou momentos de tensão. Ele foi questionado pelo relator Sérgio Pinho Alves (PSB) e pelos deputados Paulo Rubem (PT), Garibaldi Gurgel (PSB) e Ranilson Ramos (PSB) sobre suas denúncias contra o Banco do Brasil e o Governo Arraes, responsáveis, segundo ele, pelo agravamento da crise econômica da usina.

Os deputados apontaram várias contradições no depoimento do ex-funcionário e chegaram a pedir “mais objetividade e menos politização” no seu depoimento.

Pinho Alves relatou inclusive um trecho de uma entrevista do vereador dada a uma emissora de rádio onde ele afirmava que a Comissão teria sido instalada por pressão do Governo estadual. O presidente da CPI, deputado Henrique Queiroz (PPB), afirmou que seu interesse pela situação da usina “não era de hoje”, mostrando uma notícia de jornal de maio do ano passado onde ele já se posicionava sobre a questão.

Segundo Queiroz, os depoimentos dos ex-funcionários da usina comprovaram o “descaso” da administração da usina e a “utilização indevida” do programa Pró- Mata do Governo Arraes pela empresa. “Com isso, nós vamos chegar à comprovação do mau gerenciamento do síndico Mário Borba e do uso inadequado do Pró-Mata”, concluiu. A CPI vai ouvir agora o antigo presidente do Banco do Brasil e o ex-presidente da Ceagepe. (Marconi Glauco)