O deputado José Queiroz (PDT) fez um alerta aos deputados estaduais para que reflitam e analisem “detalhadamente” cada item do projeto de reforma constitucional do Governo Jarbas Vasconcelos para que não sejam acometidos, posteriormente, pela “síndrome do arrependimento”. Segundo ele, o Legislativo estadual não pode ter o mesmo comportamento da “maioria” parlamentar federal, aprovando tudo que é proposto pelo Executivo.
“É imprescindível, num legítimo regime democrático, que a maioria opte pelos caminhos que enriqueçam o Legislativo, para depois não sofrer a síndrome do arrependimento, como acontece com o ex-deputado e agora prefeito do Recife”, advertiu. Segundo ele, o que ocorre com Roberto Magalhães deve servir de exemplo para os deputados estaduais que apóiam Jarbas Vasconcelos, durante as votações da reforma.
“Não adianta enxugar o Estado, dar formato novo à estrutura provocando agravamentos sociais. A maioria de uma Casa Legislativa necessita refletir para não convalidar simplesmente o que o Governo deseja”, apontou José Queiroz. Para ele, governos de maiorias confortáveis terminam por conviver com situações como o caso Sivam, os grampos do BNDES, os problemas do ex-presidente do Banco Central e um avião da FAB carregado com cocaína. “É um apelo dramático e democrático: analisem o que estão votando, para o bem do Estado e de sua população”, finalizou.
Jorge Gomes (PSB) afirmou que o Legislativo não pode aceitar as imposições do Executivo. O líder do PT, Sérgio Leite, disse que as decisões da maioria parlamentar estão colocando em risco a soberania nacional. Para João Braga (PSDB), a síndrome do prefeito do Recife é a do “pragmatismo”. “Até o mês de outubro, ele vai voltar a aplaudir FHC”, completou. Paulo Rubem (PT) ressaltou que o Recife teve sua participação nos recursos federais reduzida porque o município abandonou a educação fundamental. (Marconi Glauco)