A falta de um projeto de águas para o Estado é para o deputado José Queiroz (PDT) o ponto mais importante na discussão sobre os problemas do abastecimento dágua em Pernambuco. Segundo ele, entre 1983 e 1999 houve alternância do Poder Executivo estadual, mas faltou projeto para evitar a situação hoje vivida pelo povo pernambucano.”Por que o Sistema de Pirapama ainda não está pronto? Não quero saber se foi culpa de Miguel Arraes, Roberto Magalhães ou Joaquim Francisco. O que nós não tivemos foram propostas duradouras e definitivas para a questão. Essa discussão mais elevada é que Pernambuco espera de nós”, salientou José Queiroz.Ele ressaltou que nem mesmo tendo lideranças nacionais relevantes, Pernambuco conseguiu o apoio do Ggovernos federal para o problema da falta de água em todo o Estado. Queiroz citou o exemplo de Caruaru que, de acordo com o deputado, estaria sem abastecimento hoje se fosse depender de Brasília.Queiroz foi aparteado pelos deputados Pedro Eurico (PSB), Diniz Cavalcanti (PSB), Jorge Gom es (PSB) e Romário Dias (PFL). Eurico disse que não existem recursos federais para a área de abastecimento dágua das grandes cidades. Diniz afirmou que a quantia a ser gasta em Pirapama poderia ser utilizada para que o rio São Francisco abastecesse todo o Estado. Para Gomes, o pronunciamento é de muita importância para o debate entre os deputados. Romário concordou com a necessidade de união de todos para a solução do problema de água no Estado.Superávit José Queiroz também usou a tribuna da Assembléia Legislativa para questionar o primeiro balancete das contas públicas publicado pelo Governo estadual. Segundo ele, o balancete mostrou um superávit de 242,21 milhões de reais. No entanto, essa quantia foi colocada apenas como valor escritural. “Não quero criticar. Apenas desejo esclarecer a questão. Por que o superávit não é efetivo e sim escritural? E qual a destinação que o Governo do Estado dará a esses recursos?”, questionou José Queiroz, dirigindo-se aos deputados que fazem parte da base governista na Assembléia. Para ele, uma destinação do superávit poderia ser o pagamento dos salários atrasados de dezembro dos servidores estaduais.Banco Ainda durante sua intervenção, o deputado José Queiroz solidarizou-se, como funcionário do Banco do Brasil, com a luta dos seus colegas daquela instituição e denunciou a situação pela qual atravessa o banco e seus servidores. O parlamentar falou da deteriorização das condições de trabalho e de salário dos bancários, assim como da sua preocupação com o acelerado processo de desmantelamento do banco.”Até o início dos anos 60, as diretorias do banco mantinham uma política de valorização do funcionalismo, com excelentes resultados para o banco e para o país. Depois, deu-se início a insidiosa campanha de difamação de seus servidores. Através da mídia, fomos acusados de privilegiados à custa dos contribuintes, facilitando a implantação da atual política administrativa do banco, de redução salarial e destruição do quadro de carreira”, afirmou José Queiroz. (Marconi Glauco) ——————————————————————————–