A Comissão de Defesa da Cidadania recebeu um grupo de auxiliares de serviços gerais da Assembléia Legislativa, recém-concursados, que estão preocupados com a extinção desse cargo do quadro de pessoal da Casa. A medida está prevista nos artigos 23 e 24 do projeto de reforma administrativa em tramitação na AL. O presidente da Comissão, deputado João Paulo (PT), vai marcar uma audiência com o primeiro secretário da Mesa Diretora, deputado Guilherme Uchôa (PMDB), para que representantes desse colegiado possam discutir o problema.João Paulo declarou ser contrário à extinção do cargo, justificando que é extremamente essencial e importante para a estrutura da Casa. Segundo observou, as atribuições previstas são, entre outras, receber, distribuir e entregar expediente interno e externo; separar e expedir correspondências; atender telefonemas e transmitir recados; servir lanches e café; executar trabalhos rotineiros de limpeza em geral, para conservação das instalações em prédios e áreas de trabalho; transportar volum es e realizar mandados; operar elevadores; e prestar assistência aos deputados na Assembléia.De acordo com o parlamentar, muitos deputados estão recebendo informações distorcidas sobre as atividades realizadas pelos auxiliares de serviços. “Andam dizendo que o pessoal está se recusando a fazer os trabalhos de limpeza, o que não é verdade”, esclarece João Paulo.Entretanto, o parlamentar observa que, se alguns auxiliares foram deslocados para exercer outras funções em gabinetes de deputados, é porque têm competência para isso.
“Esse pessoal é altamente qualificado e quase todos tinham emprego antes de virem para cá. Alguns deixaram funções no Metrô, universidades, INSS e empresas privadas”, destaca João Paulo. (Cláudia Lucena)