Olinda foi exaltada por Luciana

Em 12/03/1999 - 00:00
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Olinda foi exaltada por Luciana Olinda, a cidade dos contrastes. Esta foi a forma de definição que a deputada Luciana Santos (PC do B) encontrou para parabenizar o 464º aniversário da Marim dos Caetés, a ser comemorado no dia de hoje. “Vemos uma Olinda histórica, bela, lutadora e engrandecida pela alegria do seu povo. Mas, hoje, constatamos, também, distorções econômicas, sociais e culturais, agravadas por conta do descaso do poder público municipal”, comparou a líder comunista.Com base eleitoral naquela cidade, Luciana lembrou a tradição de Olinda em vários momentos do seu pronunciamento. Do seu passado de resistência contra os holandeses ao pioneirismo na luta pela conquista da República. A deputada do PC do B lembrou ainda o papel de Olinda na formação da cultura nacional, através de uma estética original e, ao mesmo tempo, revolucionária. “Sem dúvida nenhuma, podemos afirmar que Olinda é um dos berços da nacionalidade”, ilustrou.Por outro lado, a líder do PC do B lamentou ter que registrar uma outra face da cidade patrimônio histórico e cultural da Humanidade. Segundo ela, infelizmente, Olinda registra índices deploráveis e incompatíveis por tudo aquilo que o município e o seu povo representa para o Estado e para o País. A deputada citou alguns exemplos, como a taxa de analfabetismo (20%), o número de favelas (mais de 60), a distribuição de renda (apenas 5% da população ganha acima de um salário mínimo) e o fato de ser a 3ª maior cidade do País em termos de densidade demográfica.Luciana Santos acusou ainda a falta de uma política de desenvolvimento turístico para o município, que vem provocando o fechamento de hotéis e a perda de receita para outras cidades do Estado e inexistência de uma política voltada para atender a área cultural da cidade, como afirmou, ser uma das mais ricas e tradicionais.Segundo a deputada, não há como deixar de responsabilizar a atual administração da prefeita Jacilda Urquisa por todos esses fatos negativos para a cidade. “O descaso é total, infelizmente. Não eram esses os índices que gostaríamos de estar comemoran do amanhã (hoje), disse. (Jair Pereira)